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Esposa vai a júri após PM morrer baleado com a própria arma durante briga em MT

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A esposa do policial militar Walber Diego Coene, de 37 anos, será julgada pelo Tribunal do Júri pela morte do marido, ocorrida em janeiro de 2024, dentro da residência onde o casal morava, em Cuiabá.

Juliane Rodrigues de Almeida será submetida ao julgamento em 10 de dezembro de 2026, às 9h. Ela responde por homicídio qualificado por motivo torpe.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime teria sido motivado por ciúmes. Antes da morte, Walber teria revelado durante uma reunião com familiares e amigos que manteve um relacionamento extraconjugal anos antes e que dessa relação nasceu um filho.

Conforme a acusação, depois que os convidados deixaram a residência, o casal iniciou uma discussão. Juliane, inconformada com a revelação, teria pegado a arma do marido e efetuado o disparo que o matou.

Versão inicial apontava disparo acidental

Na época da ocorrência, a versão apresentada por familiares era diferente da acusação do Ministério Público.

Segundo os relatos registrados naquele momento, Walber estava armado quando ele e a esposa começaram uma discussão que teria evoluído para uma luta corporal. Durante o confronto, a arma teria disparado acidentalmente e atingido o ombro direito do policial.

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas Walber morreu ainda no local.

Defesa alegou legítima defesa

Durante o processo, a defesa de Juliane pediu a absolvição sumária e sustentou a tese de legítima defesa. Os advogados também questionaram a existência de elementos suficientes para levar a ré a julgamento por homicídio e pediram a retirada da qualificadora.

A Justiça, entretanto, decidiu que Juliane deveria ser submetida ao Tribunal do Júri pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe.

A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), mas a Primeira Câmara Criminal manteve a decisão. Recursos posteriores também foram rejeitados.

O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o recurso apresentado pela defesa não foi conhecido pela Quinta Turma.

A decisão que manteve a ré no Tribunal do Júri tornou-se definitiva em 18 de agosto de 2026, após o encerramento dos recursos referentes a essa etapa do processo.

Agora, com o processo pronto para julgamento, caberá aos jurados analisar as provas e decidir sobre a acusação apresentada contra Juliane.

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Quem era Walber Diego Coene

Walber era natural de Cuiabá e ingressou na Polícia Militar em fevereiro de 2011. Quando morreu, estava lotado na 3ª Companhia Independente da PM, em Santo Antônio de Leverger.

Após a morte, a Polícia Militar lamentou o falecimento do policial e prestou solidariedade aos familiares.

A família informou ainda, na época da ocorrência, que Walber fazia acompanhamento psicológico e havia solicitado afastamento das atividades na corporação.

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