CIDADES
Justiça condena 7 por golpes virtuais de R$ 1 milhão em Cuiabá
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, condenou sete suspeitos de fazerem parte de uma organização criminosa investigada na Operação Gênesis, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil em março de 2023. Na ocasião, foram cumpridos 97 mandados de prisão de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger e Cáceres, contra uma organização criminosa responsável por aplicar golpes virtuais que resultaram em prejuízos para as vítimas de mais de R$ 1 milhão.
Em julho de 2022, a polícia realizou buscas, onde diversos aparelhos eletrônicos foram apreendidos. Os conteúdos foram analisados pelo Núcleo de Inteligência da delegacia e resultaram em material que deu base à “Operação Gênesis”. Durante o inquérito, foi constatada a ocorrência de outros delitos de estelionato que fizeram vítimas em vários estados.
Entre elas, os policiais identificaram 19 vítimas que tiveram cerca de R$ 1 milhão roubado. O inquérito, que originou a operação, foi instaurado após a informação de que um dos investigados, que mora no Bairro Despraiado, em Cuiabá, aplicava diversos golpes na modalidade fraude eletrônica.
Para executar o crime, o suspeito recrutava pessoas que abriam contas bancárias e, depois, ele passava a administrá-las, instalando aplicativos de bancos no próprio telefone. O dinheiro dos golpes era depositado nessas contas e, na sequência, era sacado ou transferido pelo próprio golpista ou por comparsas. F
oram condenados Ollyvander de Jesus Oliveira da Silva Moraes, Kimberly Amanda Crispim Poiche, Thiago Henrique de Oliveira, Carlos Magno Otácio de Oliveira Junior, Kássia Maria de Arruda Alves dos Santos, Alysson Cesar Crispin Poiche e Jaqueline Alves Barbosa.
Ollyvander de Jesus Oliveira da Silva Moraes e Alysson Cesar Crispin Poiche foram condenados a 11 anos e 8 meses de reclusão, enquanto Kimberly Amanda Crispim Poiche, Thiago Henrique de Oliveira, Carlos Magno Otacio de Oliveira Junior, Kassia Maria de Arruda Alves dos Santos foram sentenciados a 11 anos de prisão, sendo que todos terão que cumprir a pena em regime fechado. Jaqueline Alves Barbosa será a única que cumprirá a sentença em liberdade, já que sua pena foi de 4 anos de prisão, em regime aberto. Além da sentença de prisão, o grupo terá que ressarcir as vítimas no montante de R$ 501.769,29.
“Assim, ao longo da instrução processual as vítimas e testemunhas foram inquiridas acerca dos valores subtraídos nos golpes, o que permitiu aos réus o exercício do direito de discutir acerca do indenizatório a ser fixado, quantum em observância às garantias do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Nesse tocante, diante da comprovação da materialidade e autoria dos delitos de estelionato, praticados por integrantes da organização criminosa investigada e no interesse desta, condeno todos os réus solidariamente ao pagamento dos valores mínimos indenizatórios”, diz a sentença.

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