ECONOMIA

Dólar acelera alta e bate R$ 6,19 mesmo após nova intervenção do BC; Ibovespa sobe

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O dólar tinha alta na sessão desta terça-feira (17) e alcançou o patamar de R$ 6,15, enquanto o Ibovespa subia, após o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgar ata em que indica a deterioração das expectativas de inflação e o aumento da atividade econômica, mesmo em um cenário de política monetária contracionista.

Com a alta da moeda, a autarquia fez uma nova intervenção e vendeu US$ 1,272 bilhão à vista, aceitando sete propostas com uma taxa de R$ 6,1005 por dólar, em leilão realizado entre às 9h36 e 9h41.

Ás 11h50, o dólar à vista subia 0,57%, a R$ 6,1782 na venda. Pouco antes, a moeda bateu o patamar de R$ 6,18.

No mesmo horário, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançava 0,34%, a 123.986,23 pontos.

Na segunda-feira (16), o dólar encerrou a sessão em alta e voltou a renovar a máxima histórica, mesmo após o Banco Central (BC) vender US$ 1,6 bilhão em leilão realizado pela manhã.

Na manhã desta terça, o Copom divulgou a ata da última reunião e informou que a alta do dólar e a percepção dos agentes sobre o pacote fiscal influenciaram a alta da taxa básica de juros em 1 ponto percentual.

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“A percepção dos agentes econômicos sobre o recente anúncio fiscal afetou, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes, especialmente o prêmio de risco, as expectativas de inflação e a taxa de câmbio”, diz a ata.

“Acho que ficou clara, mais uma vez, a transmissão de um ‘recado’ do BC ao governo, dizendo que as políticas devem ser previsíveis e anticíclicas, além de uma crítica velada a política de gastos públicos”, disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

No cenário externo, os mercados aguardam a decisão do Federal Reserve na quarta-feira, em que se espera amplamente uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros. O foco será a divulgação das projeções das autoridades para os movimentos do próximo ano.

“A agenda da semana será apertada devido ao recesso parlamentar… Apesar do compromisso firmado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, não temos garantias da concretização da votação”, completou.

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