ECONOMIA

Entenda o que vai acontecer om produtos da Shein, Shopee e AliExpress

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Shein
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O Ministério da Fazenda, por meio da Receita Federal, vai aumentar a fiscalização de compras online para pessoas física a fim de acabar com o que o ministro Fernando Haddad chamou de “concorrência desleal” . Na prática, empresas como AliExpress, Shein e Shopee serão afetas.

Nas redes sociais, houve confusão quanto à proposta do governo. Algumas pessoas pensaram que ocorreria fim da isenção de até U$ 50 para compras on-line do exterior.

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Na verdade, essa isenção existe apenas para compras entre pessoas físicas, ou seja, se a empresa utilizava dessa regra para vender determinado produto, estava agindo ilegalmente.

O que muitos vendedores que usam as plataformas fazem é se passar por pessoas físicas e fracionar produtos mais caros em vários pacotes, todos com nota abaixo de US$ 50. O governo promete acabar com isso.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, até nomes de famosos eram usados para evadir os tributos. Ele disse ainda que, para quem compra de maneira legal, “não muda nada”.

“O problema que está identificado é na utilização de um comércio como se fosse de pessoa física para pessoa física de até US$ 50, quando na verdade é um contêiner com um número muito grande de itens vindos da mesma empresa com produtos fracionados e subfaturados para fazerem parecer que é uma negociação de pessoas físicas para pessoa física, muita vezes como nomes fictícios. Nomes às vezes de artistas de cinema são colocados ali”, disse o secretário ao Jornal Nacional na noite de quarta-feira.

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Sendo assim, encontrada irregularidade nos produtos de importação, eles serão taxados como as demais compras, ou seja, em 60% do valor da nota fiscal. O governo espera arrecadar cerca de R$ 8 bilhões anualmente com o combate às ilegalidades.

Segundo o Ministério, com as alterações anunciadas, não haverá qualquer mudança para quem, atualmente, compra e vende legalmente pela internet.

Os produtos ficarão mais caros?

Marcello Marin, mestre em Governanças Corporativa e CFO da Spot Finanças, diz que o preço de alguns produtos devem, sim, ficar mais caros, mas a situação é mais complexa. Segundo ele, muitas empresas alegam que estão praticando livre comércio, mas, na verdade, estão praticando o “livre contrabando”, ao buscar meios de não pagar o imposto.

“Vai acabar encarecendo, porque as que não fazem a importação corretamente vão repassar o imposto, ou vão continuar tentando mandar na ilegalidade, mas corre o risco do imposto acabar incidindo em quem for coletar o produto no Brasil. Já para os lojistas que já fazem certo, é aquele preço e acabou”, diz.

“O que o governo sinaliza agora é que vai pegar muito mais firme com a fiscalização, acabando com essa brecha que essas empresas encontraram, porque estava passando tudo que essas empresas mandavam”, completa.

Em nota, o Ministério da Fazenda diz que as mudanças vão, na verdade, beneficiar o consumidor que vai receber suas compras on-line “mais rápido, com mais segurança e qualidade”. Isso porque os produtos terão o processo de liberação agilizado, a partir das informações prestadas pelo vendedor legal, enquanto ainda estiverem em trânsito para o país.

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“Beneficiam-se também as empresas brasileiras, sobretudo as pequenas empresas, que são as que mais empregam e pagam corretamente os seus tributos”, diz a nota.

Para Marin, a adoção de medidas para interromper as práticas irregulares é acertada e deve beneficiar o comércio brasileiro.

“O que temos visto, são muitas pessoas físicas usando essa isenção de forma incorreta, fazem diversas compras abaixo de 50 dólares e acabam usando os produtos para revenda aqui no Brasil, dessa maneira criando um comércio contrabandeado quase legal, e as pessoas jurídicas por sua vez não tem essa isenção, então a concorrência acaba por ficar desleal”, diz.

“Além desse fato, temos as empresas locais que pagam toda a nossa carga tributária que não é baixa e acabam sendo impactadas por produtos de baixo custo e sem impostos vindo principalmente da China”, completa.

Ele ressalta, no entanto, que a fiscalização aduaneira é “um jogo de gato e rato”, ou seja, os vendedores vão continuar tentando burlar a legislação vigente. “Não dá pra saber qual vai ser a nova forma de burlar o sistema, mas com certeza vai ocorrer”, afirma.

Haddad diz que não quer aumentar imposto. Veja:


Fonte: Economia

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Lucas do Rio Verde

BRASIL24/06/2026

Subcomandante do 13º BPM faz alerta aos pais sobre bicicletas elétricas: “Estão preparados para chorar a morte de um filho?”

Após mais uma morte no trânsito em Lucas do Rio Verde, Polícia Militar chama atenção para os riscos envolvendo adolescentes...

LUCAS DO RIO VERDE24/06/2026

Após mais uma morte no trânsito em Lucas do Rio Verde, Polícia Militar chama atenção para os riscos envolvendo adolescentes que conduzem bicicletas elétricas sem habilitação e sem os equipamentos obrigatórios. O subcomandante do 13º Batalhão da Polícia Militar de Lucas do Rio Verde fez um forte alerta aos pais e responsáveis sobre o uso de bicicletas elétricas por crianças e adolescentes no município. A preocupação da corporação aumentou após mais uma morte registrada no trânsito da cidade, reacendendo o debate sobre a circulação desses veículos em vias urbanas. Segundo o oficial, muitos dos veículos popularmente conhecidos como “bicicletas elétricas” não se enquadram legalmente como bicicletas comuns. Dependendo da potência, velocidade e da presença de acelerador, diversos modelos são classificados como ciclomotores, exigindo habilitação específica, registro e o cumprimento de normas de trânsito. Durante o alerta, o subcomandante fez um questionamento direto aos pais que permitem que filhos menores conduzam esses veículos pelas ruas da cidade. “Os pais precisam refletir se estão preparados para chorar a morte de um filho. Infelizmente estamos vendo adolescentes circulando sem qualquer preparo, sem equipamentos de segurança e expostos a riscos enormes no trânsito”, destacou. De acordo com as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os ciclomotores exigem que o condutor possua Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A. Além disso, os veículos devem estar devidamente regularizados e os condutores devem utilizar capacete e outros equipamentos obrigatórios. As normas nacionais passaram a ser fiscalizadas de forma mais rigorosa a partir de 2026. Entre os veículos enquadrados como ciclomotores estão modelos elétricos que possuem acelerador, potência elevada e capacidade de atingir velocidades superiores às permitidas para bicicletas elétricas convencionais. Já as bicicletas elétricas que possuem apenas sistema de pedal assistido, sem acelerador, potência limitada e velocidade máxima dentro dos parâmetros estabelecidos pelo Contran permanecem dispensadas de habilitação e emplacamento. A Polícia Militar reforça que a responsabilidade pela entrega desses veículos a menores de idade recai diretamente sobre os responsáveis legais. Além das infrações de trânsito, o uso irregular pode resultar em acidentes graves, muitas vezes com consequências irreversíveis. O alerta surge em um momento delicado para Lucas do Rio Verde, onde acidentes envolvendo motocicletas, ciclomotores e veículos elétricos têm preocupado autoridades e profissionais da segurança pública. A orientação é para que pais e responsáveis busquem conhecer a legislação e evitem permitir que crianças e adolescentes conduzam veículos para os quais não possuem idade ou habilitação exigida por lei. “Nenhum passeio, nenhuma diversão vale a vida de um filho”, reforçou o subcomandante.

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