OPERAÇÃO GRÃOS DE AREIA

Justiça nega devolver caminhonete para transportadora em MT

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O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, negou a devolução de uma caminhonete Toyota Hilux que estava na posse de Cristiano de Souza Sobrinho, um dos alvos da operação “Grãos de Areia”, suspeito de desviar cargas de soja e outras commodities. A restituição foi solicitada pela esposa do réu, que possui uma empresa de transportes e seria a verdadeira proprietária do veículo.

Em decisão da última quinta-feira (2), o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra ponderou que a Hilux pode ter sido adquirida como “fruto” dos crimes atribuídos à suposta organização criminosa que desviava cargas. “No caso em apreço, verifica-se que, ao menos por ora, não é possível proceder à restituição do veículo, uma vez que há razoáveis indícios de que este é fruto indireto dos crimes perpetrados”, ponderou o magistrado.

Na mesma decisão, o juiz acatou um pedido da Aymoré Crédito, Financiamento e Investimentos, determinando a devolução de um caminhão (DAF XF FTT 530), que estava na posse da LTJ Comércio de Defensivos Agrícolas. O cavalo mecânico foi transferido à organização por meio de um negócio denominado “alienação fiduciária” (um tipo de hipoteca).

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O empréstimo não foi pago, o que fez com que a Aymoré solicitasse a restituição. “Tendo em vista que a mora do devedor já foi reconhecida pelo juízo competente, o qual, inclusive, determinou a busca e apreensão do veículo em caráter liminar, devidamente cumprida, conforme auto de busca, apreensão e depósito”, reconheceu o magistrado.

Investigações da Polícia Judiciária Civil (PJC) revelam que a suposta quadrilha é formada por proprietários de empresas de transporte e logística, além de comerciantes de commodities do agronegócio – soja, farelo etc. Segundo a PJC, as cargas de commodities eram transportadas em caminhões e descarregadas na empresa de logística Rumo, em Rondonópolis (216 Km de Cuiabá), no início do ano de 2021.

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