ECONOMIA

No vermelho: 26,2 milhões de paulistas devem encerrar 2022 devendo

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Cerca de 26 milhões de paulistas devem encerrar 2022 devendo
Lorena Amaro

Cerca de 26 milhões de paulistas devem encerrar 2022 devendo

De acordo com uma pesquisa realizada pela FCDL-SP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo), com base no levantamento feito pela CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 26,21 milhões de paulistas irão encerrar 2022 com dívidas.

O número é 9,68% superior em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 23,67 milhões de inadimplentes no Estado. A pesquisa aponta que 61% das dívidas são com bancos e cada inadimplente deve em média R$3.775,32.

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“Esse resultado é reflexo da situação econômica da população. Mesmo com o número de empregos aumentando, a base salarial se manteve baixa; com a alta da inflação e a taxa de juros em elevação, o paulista não conseguiu administrar seus pagamentos, forçando a inadimplência”, comenta Maurício Stainoff, presidente da FCDL-SP.

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A faixa etária que concentra o maior número de inadimplentes é de 30 a 39 anos, com 6,4 milhões de devedores, seguida por 40 a 49 anos, com 5,6 milhões de inadimplentes no Estado. A inadimplência é bem distribuída entre os sexos: 50,90% de mulheres e 49,10% de homens.

A pesquisa aponta, em variação anual, que a inclusão de inadimplentes pelo período de 91 dias a 1 ano é a maior, com 25,73% de pessoas; o ranking segue com a inclusão de até 90 dias, com 15,6% dos devedores.

Quando se fala em dívida, muitos imaginam quantias exorbitantes, mas um dado surpreendente: valores até 500 reais são a principal causa da inadimplência em São Paulo, com 33,81% de não pagadores. Valores superiores a 7 mil reais condensam um número menor de inadimplentes, 12,63%.

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“O número de inadimplentes com dívidas de até 500 reais ser superior na pesquisa apenas atesta a diminuição do poder de compra e consolidação de renda da população paulista”, finaliza Stainoff.

Fonte: IG ECONOMIA

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