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Advogada confessa ter matado o marido e alega anos de ameaças: “Ou era eu, ou era ele”

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A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou uma investigação para apurar a morte de um homem de 30 anos na zona rural de Caldas Novas. A principal suspeita é a companheira da vítima, a advogada Celma Alves, que confessou ter efetuado dois disparos de arma de fogo. Ela se apresentou espontaneamente na Delegacia de Homicídios logo após o ocorrido.

 

Celma compareceu acompanhada de seu advogado, entregou a arma usada no momento dos disparos e disponibilizou seu celular, além dos DVRs com imagens da residência. Todo o material será periciado pela equipe responsável. Como não havia requisitos legais para prisão em flagrante, ela foi ouvida e liberada enquanto o inquérito segue em andamento.

 

Em depoimento, Celma afirmou que vinha sofrendo ameaças constantes do marido há mais de dois anos. Segundo ela, as agressões eram físicas, emocionais e também patrimoniais. Em vídeo, declarou que chegou ao limite após anos de violência. “Eu já vinha sofrendo essas ameaças há aproximadamente dois anos e meio, tanto físicas quanto emocionais e patrimoniais. Infelizmente, nessa data de hoje, eu tive que fazer o que fiz. Ou era eu, ou era ele”, disse.

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A advogada relatou ainda que, pela manhã, entregou a arma ao seu advogado enquanto tentava se recompor emocionalmente. “Desde cedo eu entreguei a arma para o doutor Fabiano, meu advogado. Ele entregou a arma, e eu estava tentando me recompor, porque estou muito abalada”, afirmou. Ela acrescentou que colaborou completamente com as autoridades: “Acabei de sair da delegacia, já dei meu depoimento para a doutora Juliane. Agora vou esperar que a justiça seja feita.”

 

A delegada que conduz o caso informou que a suspeita apresentou o celular afirmando que nele há mensagens que comprovam ameaças e exigências financeiras feitas pela vítima. Os DVRs também foram entregues e devem auxiliar na reconstrução da dinâmica da ação.

 

Segundo a Polícia Civil, o inquérito seguirá com análise pericial, laudo do médico-legista e depoimentos de outras testemunhas que ainda serão ouvidas. Ao término, a corporação avaliará se há elementos suficientes para representação pela prisão preventiva da suspeita.

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