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Corpo de brasileira desaparecida em 2023 é achado em floresta no Canadá

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O corpo de uma brasileira que estava desaparecida há mais de dois anos foi identificado recentemente no Canadá. Trata-se de Letícia Alves Oliveira, cujo corpo foi encontrado em uma região de mata no município de Coaticook, na província de Quebec.

De acordo com informações divulgadas pela organização não governamental Unidentified Human Remains Canada, o corpo foi localizado no dia 24 de abril de 2024, após ser encontrado por caçadores em uma área de mata próxima a uma galeria pluvial. No entanto, a identificação oficial da vítima só ocorreu neste ano, após análises realizadas pelas autoridades.

A polícia canadense trabalha com a hipótese de que Letícia tenha morrido por hipotermia, já que ela estava vestindo roupas de frio quando foi encontrada. Durante o inverno na região de Quebec, as temperaturas costumam ficar abaixo de zero, o que pode provocar rapidamente a queda da temperatura corporal em ambientes abertos.

Segundo relatos da família, as últimas notícias enviadas por Letícia foram em dezembro de 2023. Em uma mensagem divulgada pela ONG, o irmão da brasileira contou que, após esse período, ela parou de responder aos familiares e, em janeiro de 2024, todas as suas redes sociais foram apagadas, o que aumentou a preocupação da família.

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Antes de desaparecer, Letícia morava em Boston, nos Estados Unidos, onde havia ido atuar como missionária. A brasileira deixa uma filha de 12 anos.

As circunstâncias da morte ainda não foram totalmente esclarecidas. O irmão da vítima afirmou que, ao longo dos anos de busca, a família recebeu informações contraditórias sobre o paradeiro da brasileira e criticou a falta de detalhes sobre o caso.

Até o momento, o corpo de Letícia permanece no Canadá. O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha a situação e que o Consulado-Geral do Brasil em Montreal presta assistência à família.

O governo do estado de Goiás, onde Letícia nasceu, também foi procurado para informar se prestará algum tipo de apoio aos familiares para a possível repatriação do corpo, mas ainda não houve posicionamento oficial.

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