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Dois pedidos para abertura de CPI dos grampos são apresentados na mesma sessão da ALMT

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ois requerimentos foram apresentados na sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) desta terça-feira (7), com a mesma finalidade de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de grampos clandestinos envolvendo coronéis da Polícia Militar e o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

Uma das propostas foi apresentada pela deputada Janaína Riva (MDB) e assinada pelos deputados Romoaldo Júnior (MDB), Wagner Ramos (PSD), Ademir Bruneto (PSB), Zeca Viana (PDT), Dilmar Dal’Bosco (DEM), Valdir Barranco (PT), Allan Kardec (PDT), José Domingos Fraga (PSD) e Sebastião Rezende (PSC).

O segundo pedido foi apresentado pelo deputado Wilson Santos (PSDB), com a assinatura de nove parlamentares. Os nomes dos que assinaram esse requerimento não foram divulgados.

Apesar de terem a mesma finalidade, os requerimentos têm algumas diferenças, como, por exemplo, o apresentado pela deputada pede investigação a partir de 2014. Nesse ano, de acordo com o processo que tramita na Justiça, as interceptações ilegais começaram.

O argumento de Janaína para a abertura da comissão é o depoimento recente do cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa Júnior, prestado no último dia 27, onde ele diz que participou do esquema e que grampos e que o crime teria sido usada para espionar médicos, advogados, políticos de oposição ao atual governo e jornalistas durante os anos de 2014 e 2015.

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Gerson afirmou que as interceptações foram financiadas pelo ex secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

Já o requerimento de Wilson pede que as investigações tenham início a partir de 2011.

As propostas foram lidas em plenário, mas não foram votadas. Devem ser apresentadas novamente na próxima sessão e cabe ao presidente da Casa decidir qual dos requerimentos será votado e qual deles terá prosseguimento.

Grampos

O suposto esquema de escutas clandestinas foi denunciado à Procuradoria-Geral da República pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, que foi secretário de Segurança em 2015.

Ele diz que recebeu denúncia do caso no mesmo ano e que alertou o governador Pedro Taques (PSDB). Agora, a PGR investiga se Taques sabia do crime e de quem partiu a ordem para as interceptações. O governador, por sua vez, nega que tinha conhecimento sobre o caso.

A central clandestina teria funcionado entre 2014 e 2015 e foi denunciada pelo promotor de justiças.

O escândalo dos grampos veio à tona em maio de 2017, em uma reportagem do Fantástico.

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De acordo com a denúncia, foram interceptados telefones de políticos da oposição ao atual governo de Mato Grosso, advogados, médicos e jornalistas.

O esquema era operado por policiais militares por meio de um fictício Núcleo de Inteligência, numa suposta investigação sobre a participação de policiais em tráfico de drogas. Porém, a polícia pediu à Justiça a autorização para quebrar o sigilo telefônico de pessoas que não tinham nada a ver com essa apuração.

Fonte:G1

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