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EM LUCAS: Usando exemplo de São Francisco de Assis, família adota cães vítimas de maus tratos

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Nos últimos dias, a mídia regional e nacional têm dado destaque a notícias envolvendo maus tratos a animais, especialmente os cães. São casos de agressão que terminam em morte ou mutilação dos animais, em sua maioria, que vivem nas ruas das cidades, doentes, sem amparo e proteção.
Mas ainda existem bons exemplos que ajudam a restaurar a fé na humanidade. É o caso de Mari Leão Mesquita. Usando o exemplo do protetor dos animais, São Francisco de Assis, ela começou a abrigar animais que apareceram no portão de sua casa. Hoje, já são 22 animais entre cães e gatos. “Os gastos pra cuidar são grandes. Nas clínicas, por exemplo, veterinários às vezes acabam nem querendo atender. E eles estão certos, né, porque eles tem que ganhar”, reconhece.
Quando a situação aperta, ela recorre a amigos de Lucas do Rio Verde e de fora, que enviam auxílio para adquirir remédios e ração para os animais. “Hoje, por exemplo, a gente precisa com urgência de ração. Podem usar você como contato, Joatan, para nos ajudar nesse sentido”, pediu, já que se passar o endereço corre o risco de, além de ajuda, ela receber mais alguns animais que são abandonados nas portas das residências. “A covardia tá grande, é grande o abandono e maus tratos a animais”.
Ela aproveitou para pedir leis mais severas para penalizar maus tratos a animais, revelando que há poucos dias, um menino esquartejaram dois cães da raça Pintcher no bairro Veneza. Dias antes, um outro cão da raça Pintcher foi espancado e morto no bairro Jaime Seiti Fujii.
Mari também clamou para as autoridades luverdenses que providenciem um serviço de castração química de animais, nos moldes do CastraMóvel, que existe em Sorriso. Essa iniciativa poderia amenizar o problema que envolve o abandono de animais nas ruas da cidade. “Vai diminuir muito, porque as pessoas deixam os animais criar e depois saem abandonando como se fosse lixo”, adverte.
Crueldade
Dil Souza, residente no Jaime Seiti Fujii, ainda não se conformou com a morte de seu animal de estimação. O cãozinho acabou sendo o alvo de seu ex-companheiro que não aceitou o fim do relacionamento. “Nunca imagina que vai acontecer com você, nunca espera. É como se fosse um pedaço de você que fosse arrancado, como se fosse um filho”, lamenta.
Na opinião dela, a pessoa que tem coragem de agir com crueldade em relação a um animal indefeso pode repetir a ação contra seres humanos.
A experiência trágica vivida no início do ano (seu cãozinho foi morto no dia 7 de janeiro) fez com que Dil Souza se engajasse na luta em defesa dos animais de rua ou que sofram maus tratos. Hoje ela auxilia Mari no cuidado dos cães e gatos. “O que eu puder tá fazendo pra ajudar e reduzir o sofrimento desses bichinhos, eu vou fazer, pedindo lei pra quem assassina animais”, declarou.
Toda e qualquer ajuda em ração ou mesmo recurso financeiro pode ser feito por meio da equipe do Portal Terra MT Digital, já que Mari Mesquita teme passar seu endereço e sua residência ser local de abandono de animais, como ocorre em outras instituições que fazem esse tipo de atendimento.

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