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ESCÂNDALOS DA FÉ: Hacker fez extorsão a padre de dentro da cadeia e dividiu dinheiro com delegado

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O hacker, apontado como o mentor da extorsão, disse que em todo momento, conversou com o padre por um aplicativo de mensagens. Ele afirma que somente após a prisão é que começou produzir o material contra o padre e criar o email que foi enviado com ele. Tudo isso, segundo ele, na delegacia e com a permissão do delegado.

 

 

"Eu fiquei uma semana lá na Deic [Delegacia Estadual de Investigações Criminais] criando isso aí (…). Fiquei uma semana dentro da sala do delegado fazendo isso aí", disse Welton no depoimento.

 

 

Uma dessas criações é um email enviado ao padre em 24 de março de 2017. Usando a alcunha "Detetive Miami" – também criada na delegacia, segundo ele – o hacker escreve que está com "cópia de todos os seus emails" e "dois anos de conversa no WhatsApp".

 

 

No texto, ele cita ainda um suposto "caso" do religioso com uma mulher e cobra R$ 2 milhões para não divulgar o material.

 

 

No tempo em que ficou detido, ele disse que ficou preso "na sala do delegado", que dormia e tomava banho lá. Welton afirmou ainda que quando terminou de criar o material, o delegado e alguns agentes começaram a cobrar dinheiro dele e até a agredi-lo. Ele diz que pagou, mas que o dinheiro era próprio e não da extorsão ao padre.

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"Quando nós terminamos, aí o delegado falou 'eu quero dinheiro, eu quero dinheiro', e batia em mim (…). O dinheiro ficou com eles, né. Em torno de R$ 165 mil", disse.

 

 

Além do hacker, outras quatro pessoas também foram condenadas pela extorsão ao padre. No processo, consta que Welton também teria um caso amoroso com o padre Robson.

 

 

Entenda o caso

 

 

· No dia 21 de agosto, o MP deflagrou a Operação Vendilhões, que apura desvios de verba e lavagem de dinheiro na Afipe

 

 

· A ação apura o uso de dinheiro da Afipe – em sua grande maioria doada por fiéis – na compra de fazendas, casas de praia e outros imóveis de luxo. O MP afirma que eram usados "laranjas" e empresas de fachada para a prática dos crimes

 

 

· Um processo de extorsão sofrido pelo padre Robson originou a ação do MP. A Justiça afirma que um hacker extorquiu o pároco tinha um romance com ele e ameaçava expor casos

 

 

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· A investigação aponta que a Afipe movimentou cerca de R$ 2 bilhões na última década. Ao menos R$ 120 milhões teriam sido desviados

 

 

· Fundador e presidente da Afipe, padre Robson se afastou do cargo por conta da operação. Ele era o responsável por gerir um orçamento de R$ 20 milhões mensais

 

 

Nota da Polícia Civil:

 

 

Em relação ao questionamento formulado, a Polícia Civil de Goiás informa que a atual gestão instaurou procedimento na Corregedoria da instituição para apurar eventual transgressão disciplinar de policiais civis. O procedimento é sigiloso enquanto estiver em andamento, razão pela qual não serão prestadas maiores informações.

 

 

 Nota do padre Robson:

 

 

Isto somente reafirma que todo o conteúdo das mensagens mencionadas é falso. Os responsáveis já foram condenados pelo Judiciário com severas penas. Este processo, no qual o padre Robson figura como vítima destes criminosos, está sob sigilo, conforme decisão do Tribunal de Justiça de Goiás.

Fonte: Reporter MT

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