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PUNIÇÃO: Seul quer US$ 4 milhões de igreja por conta de surto de Covid-19

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A prefeitura da capital sul-coreana Seul anunciou nesta sexta-feira que quer uma indenização de 4,6 bilhões de wons (cerca de US$ 4 milhões) de uma igreja por ter causado um novo surto de Covid-19 ao sabotar esforços de rastreamento e testagem. Uma nova onda de infecções começou nessa igreja após seus membros participarem um grande protesto no centro de Seul em meados de agosto. O surto elevou em centenas a contagem diária de novos casos no país ao longo de mais de um mês.

 

                                                             

 

 

De acordo com a prefeitura, a Igreja Sarang Jeil e seu líder, o reverendo Jun Kwang-hoon, deliberadamente atrapalharam o trabalho de testagem e forneceram listas falsas de seus membros, o que permitiu o agravamento do último surto da doença.

 

 

“A municipalidade busca responsabilizar a igreja e o pastor por contribuírem para a disseminação nacional de uma nova onda de Covid-19 ao sabotarem pesquisas epidemiológicas e fornecerem informações falsas”, disse em nota a prefeitura.

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A igreja ainda não se manifestou sobre o processo. Crítico feroz do governo, o reverendo Jun está preso desde o início deste mês por ter participado do protesto de agosto, o que violava os termos de sua liberdade condicional. Ele havia sido detido em abril por ter participado de um protesto ilegal antes das eleições parlamentares e foi indiciado por crime eleitoral.

 

 

A nova erupção da doença a partir da igreja custou aos cofres públicos pelos menos 13,1 bilhões de wons (US$ 11,3 milhões), incluindo 4,6 bilhões de wons somente na capital. O Serviço Nacional de Seguro de Saúde disse que também vai processar a igreja por uma indenização de 5,5 bilhões de wons (US$ 4,7 milhões).

 

 

A Agência Coreana de Prevenção e Controle de Doenças relatou 126 novos casos na quinta-feira, elevando o total de infecções no país para 22.783, com 377 mortes.

 

 

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Após um pico de 441 casos diários, a taxa de infecções caiu após o governo impor medidas sem precedentes de distanciamento social no último mês.

 

 

Apesar da melhora no quadro, as autoridades seguem em alerta máximo devido a um importante feriado nacional na próxima semana, quando tradicionalmente milhões de sul-coreanos viajam pelo país.

 

 

– O período do feriado será um momento decisivo em nossa campanha contra o vírus – disse Yoon Tae-ho, diretor-geral de Políticas de Saúde Pública do Ministério da Saúde.

Fonte: G1

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