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“Que ela pague pelos atos cruéis que cometeu”, diz mãe de Rodrigo Claro

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Após quase cinco anos, o julgamento da tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur de Souza Dechamps, está previsto para os próximos dias 13 e 14 de julho. Ela é acusada de tortura com resultado na morte do ex-aluno Rodrigo Claro, em novembro de 2016, durante o Curso de Formação de Soldados.

 

Para a mãe de Rodrigo, Jane Patrício Lima Claro, a expectativa é de que a luta pela verdade e pela Justiça pela morte do filho chegue ao fim com a condenação da tenente.

 

“Já são 4 anos e 7 meses aguardando a chegada desse dia. Minha expectativa é que nossa luta para chegar até aqui não seja em vão, que a morte do meu menino não fique impune e que a tenente Izadora Ledur pague pelos atos de crueldade que ela praticou contra ele”.

 

 

O julgamento era para ter disso realizado em janeiro, mas juiz Marcos Faleiros, da 11º Vara Militar em Cuiabá, adiou após a defesa da acusada pedir um tempo para montar sua preparação final.

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Em março do ano passado, Ledur foi ouvida por 2h30 em audiência de instrução. Na época, ela disse que Rodrigo era desequilibrado diante da água e que um bombeiro não pode vacilar na hora de fazer o salvamento e que ele vinha demonstrando essa dificuldade. Por isso, focou no treino dele.

 

No entanto, para o Ministério Público Estadual (MPE), Ledur utilizou meios impróprios durante o treinamento com o aluno como “caldos” e afogamentos, como forma de castigá-lo pelo desempenho ruim nas atividades aquáticas.

 

O MPE pediu a condenação e exclusão da 1ª tenente das fileiras do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM).

 

Caso Rodrigo Claro

De acordo com a denúncia do MPE, no dia 10 de novembro de 2016, durante o treinamento de atividades aquáticas, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, Rodrigo foi submetido a “intenso sofrimento físico e mental com uso de violência”.

 

Depois da sessão de tortura, o jovem procurou atendimento médico pois estava passando mal. Dias depois de hospitalizado, ele não resistiu e veio a óbito.

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Na época, Rodrigo chegou a se queixar com a mãe sobre a tenente e disse que estava com medo do que poderia acontecer.

 

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