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Seita da Mega-Sena matava vítimas em ritual macabro para tentar descobrir números premiados

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Vítimas eram levadas para um sítio, tinham um pano colocado sobre a cabeça e recebiam a ordem para pensar nos números do sorteio antes de serem executadas.

Um caso macabro e perturbador voltou a chamar atenção pela frieza dos crimes. Integrantes de uma seita conhecida como os “serial killers da Mega-Sena” foram apontados pela Polícia Civil do Ceará como responsáveis por uma sequência de assassinatos motivados por uma crença cruel: eles acreditavam que poderiam receber números premiados da Mega-Sena por meio dos espíritos das vítimas.

De acordo com as investigações, as vítimas eram atraídas para um sítio em Iguatu, no interior do Ceará, onde o grupo realizava encontros e supostos rituais espirituais. Ao chegarem ao local, elas eram submetidas a uma cerimônia antes da morte.

Segundo a polícia, os integrantes colocavam um pano sobre a cabeça da vítima e mandavam que ela pensasse nos números da Mega-Sena. Sem desconfiar do que aconteceria em seguida, a pessoa acreditava estar participando de um ritual religioso ou espiritual.

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Instantes depois, a vítima era executada com um tiro na nuca. Conforme os investigadores, o mesmo procedimento teria sido repetido nas quatro mortes atribuídas ao grupo.

A motivação apontada pela polícia era uma crença macabra. Os suspeitos acreditavam que os espíritos das pessoas assassinadas ficariam presos no sítio e poderiam ser controlados para revelar informações, incluindo números sorteados na loteria.

O delegado Marcos Sandro Lira, responsável pelo caso na época, afirmou que os objetivos do grupo iam além do dinheiro. Um dos líderes também dizia buscar “poderes divinos”, influência sobre outras pessoas e capacidade de enfrentar qualquer pessoa.

Outro ponto que impressionou os investigadores foi o planejamento dos crimes. Segundo a apuração, covas já eram deixadas abertas antes mesmo da escolha das vítimas. Elas eram atraídas com promessas de festas, dinheiro ou convites para encontros.

A polícia apontou ainda que as escolhas eram feitas de forma aleatória, mas pessoas emocionalmente fragilizadas eram vistas como alvos mais fáceis. Após a prisão dos suspeitos, quatro corpos foram encontrados enterrados no sítio usado pelo grupo.

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O caso que levou à condenação dos acusados foi o assassinato do estudante Jheyderson de Oliveira Chavier, encontrado enterrado nas proximidades da chamada “Casa da Morte”, como ficou conhecido o imóvel onde os rituais eram realizados.

Em dezembro de 2021, o Tribunal do Júri condenou Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves da Silva por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores.

Mesmo após a condenação, a Polícia Civil afirmou que os dois também são apontados como responsáveis por outras três mortes cometidas da mesma forma. O ritual do pano na cabeça, a ordem para pensar nos números da Mega-Sena e a execução se repetiram nos assassinatos atribuídos à seita, tornando o caso um dos mais assustadores já registrados no Ceará.

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