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Viviane esposa de Pivetta fala que foi pressionada falar que não foi agredida em vídeo; VEJA

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A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou o vice-governador Otaviano Pivetta (sem partido) por lesão corporal em âmbito doméstico. Ele é acusado de agredir a esposa, a  advogada Viviane Cristina Kawamoto, no dia 7 de julho, em Itapema, litoral catarinense.

 

O vice-governador e a esposa devem ser intimados pelo Ministério Público para depor a respeito do inquérito civil de violência doméstica.

 

A defesa do vice-governador emitiu nota negando as agressões e apontando que a interpretação da polícia catarinense foi equivocada.

Ainda segundo a defesa, o caso está sob segredo de Justiça e não pode ser detalhado.

 

O caso

Relatório da Polícia Militar de Santa Catarina aponta que Viviane acionou os militares pelo 190 e denunciou agressão praticada pelo marido, mas ao no caminho para a delegacia ela mudou a versão e relatou que foi apenas uma discussão.

 

Mesmo com a mudança na declaração de Viviane, Pivetta foi detido. Ele pagou uma fiança de R$ 6,6 mil e foi solto na madrugada do dia 8.

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Declarações no Instagram

 

Viviane chegou a gravar um vídeo negando que tenha sido agredida pelo marido e publicou a declaração no Instagram. Já na noite de segunda-feira (02), ela publicou que foi pressionada a gravar o vídeo, que segundo ela, seria mentiroso e acusou a secretária de Comunicação do Governo, Laice Souza.

 

A secretária informou que vai processar Viviane por calúnia.

 

 Leia a nota da defesa na íntegra:

 

1. O procedimento preliminar que tramita no Estado de Santa Catarina, atualmente sob fiscalização do Poder Judiciário catarinense, encontra-se sob a tarja do segredo de justiça, o que implica, via de regra, na impossibilidade de maiores considerações sobre os fatos lá tratados.

 

 2. A despeito disso, considerando a divulgação reiterada por determinado setor da imprensa local, é forçoso realçar a fala pública do casal, inclusive com postagens em redes sociais, no sentido da inexistência de agressões a atrair a aplicação da legislação de regência.

 

 3. Uma fatídica noite de intempestividades, aliada à interpretação equivocada e draconiana da norma penal por parte da Polícia Militar de Santa Catarina, redundaram na elaboração do noticiado boletim de ocorrência.

 

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 4. A realidade, entretanto, é absolutamente diversa e está sendo pormenorizadamente justificada perante as autoridades competentes em manifestação conjunta do casal que foi e voltou unido da Delegacia, retornando calma e pacificamente ao apartamento de veraneio.

 

 5. A história irrepreensível de Otaviano Pivetta na esfera familiar depõe a seu favor como melhor e mais insuspeita testemunha, não havendo qualquer registro passado de incidentes desta natureza que justifique qualquer suspeita ou permita quaisquer pré-julgamentos.

 

 6. A família é a maior prejudicada com a exploração excessiva de sua vida íntima e encarecidamente pede respeito e compreensão de toda a sociedade.

 

 7. Sem possibilidade de maiores digressões em razão do sigilo imposto ao caso, a banca de defesa se limita a esclarecer em breves linhas o ocorrido, certa de seu arquivamento.”

 

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