MATO GROSSO

Desembargadora “explode” manobra de advogado para barrá-la em julgamento milionário em MT

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A Desembargadora Marilsen Andrade Addario, da Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJMT), confrontou o advogado Roberto Zampieri durante uma sessão de julgamento nesta quarta-feira (25). O órgão colegiado, responsável por lidar com disputas empresariais e de negócios, estava se preparando para julgar um recurso (embargos de declaração) relativo a uma decisão que não reconheceu uma dívida discutida em um processo.

 

No mesmo processo, em uma decisão anterior, Marilsen Andrade Addario votou a favor da inexistência de uma dívida de um dos sócios de uma empresa que foi fechada em 2000. Embora o valor total da dívida não seja mencionado nos autos, um acordo em 2022 entre o credor, identificado como Leonardo Zanella Bonetti, e a empresa devedora (Picolo & Baggio LTDA) reconheceu a dívida de R$ 8,1 milhões.

 

Segundo o processo, a dívida estava relacionada a “títulos cambiais” cujo crédito foi cedido a Leonardo Zanella Bonetti. A Desembargadora acusou o advogado Roberto Zampieri, que representava o credor dessa antiga dívida, de estar envolvido em um suposto esquema que tentou levantar suspeitas sobre a conduta de três desembargadores do TJMT no ano passado.

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Essas suspeitas envolviam um suposto favorecimento em um processo de disputa de uma propriedade rural em Sinop, avaliada em R$ 200 milhões. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) analisou o caso e não encontrou evidências de irregularidades, rejeitando a abertura de sindicâncias ou investigações contra os desembargadores.

 

No entanto, a Desembargadora Marilsen Andrade Addario não ignorou o episódio e, ao julgar o recurso de Leonardo Zanella Bonetti, denunciou o advogado de tentar uma “manobra”. Ela deixou claro que não cederá às tentativas dos advogados de afastá-la dos casos. Além disso, alertou que rejeitaria qualquer tentativa de juntar substabelecimentos nos processos para provocar sua suspeição.

 

Marilsen Andrade Addario destacou que o advogado Roberto Zampieri foi contratado pelo credor somente depois de uma decisão desfavorável à organização. O credor está tentando provar que ambos os sócios da antiga Picolo & Baggio LTDA são responsáveis pela dívida, embora apenas um deles tenha sido considerado devedor na decisão anterior da Segunda Câmara de Direito Privado.

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O julgamento foi adiado devido a um pedido de vista do recurso feito pelo Desembargador Sebastião de Moraes Filho, presidente da Segunda Câmara de Direito Privado, que analisará o caso com mais profundidade.

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