CRIME FINANCIADO

GAECO diz que mercadinho na Penitenciária Central do Estado movimentou R$ 13 milhões em 4 anos

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O dinheiro que era arrecadado das vendas no mercadinho, que funcionava dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), era repassado à Thaisa Souza de Almeida, esposa de Sandro Louco, chefe do Comando Vermelho em Mato Grosso. As informações foram repassadas por Diana Alves Ribeiro de Souza, advogada de Sandro Louco, durante depoimento ao Ministério Público.

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Ela admitiu que recebia o dinheiro do mercadinho e que repassava os valores à Thaisa. “A Thaisa me pedia dinheiro todo dia. Às vezes ela precisava de um valor, eu não advogava apenas para o Sandro. Ela vinha e pedia dinheiro emprestado porque acabou o gás. Isso daí não vi crime nenhum. Mandava o dinheiro da minha conta. Se fosse para ocultar alguma coisa, eu jamais ia mexer na minha conta”, disse.

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Diana Alves também disse no depoimento que recebia dinheiro de advogados, como pagamento de seus clientes que compravam no mercadinho. “As pessoas passavam em dinheiro. Se verificar lá, tem advogados que faziam pix pra mim, porque na correria não tinha como encontrar comigo”.

Segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), o mercadinho de Sandro Louco movimentou R$ 13 milhões em quatro anos. Diana Alves foi presa em março de 2023, durante a segunda fase da Operação Ativo Oculto, do Gaeco.

No mês passado, o governador Mauro Mendes vetou o funcionamento dos mercadinhos nos presídios de Mato Grosso, no âmbito da Lei nº 12.792, que endurece as medidas de segurança nas unidades prisionais do Estado. Para o governador a existência dos mercadinhos é prevista em lei federal apenas em casos em que o Estado não tem capacidade para atender as necessidades básicas dos detentos, o que não é o caso de Mato Grosso.

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