MATO GROSSO

Mauro Mendes estranha crescimento de Lula em MT e diz que migração de votos “merece ser estudada”

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Mauro Mendes concede entrevista no dia da eleição

Senador eleito cita votos de eleitores de Caiado, mas diz que não fará “nenhuma ilação”; Lula ganhou mais de 112 mil votos no estado entre os dois turnos

O ex-governador de Mato Grosso e senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que o crescimento da votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado no segundo turno, realizado no domingo (25), “merece ser estudado”. Lula ampliou seu desempenho em Mato Grosso, apesar da vitória expressiva de Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores mato-grossenses.

Mauro chamou atenção para a migração de votos de candidatos derrotados no primeiro turno, principalmente os ligados à direita. Segundo ele, o comportamento do eleitorado levanta questionamentos, mas não permite conclusões precipitadas.

“É como se os votos do Caiado, que é um governador de direita, que se postava fortemente nesse campo político, migrassem mais majoritariamente para o presidente Lula. É algo que merece ser estudado e eu não vou fazer nenhuma ilação, muito menos afirmações”, declarou.

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Os números em MT

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro teve 65,15% dos votos válidos em Mato Grosso, contra 29,18% de Lula. No segundo turno, o candidato do PL chegou a 66,06%, e o petista, a 33,94%.

Em números absolutos, Lula ganhou 112.486 votos no estado entre os dois turnos, enquanto Flávio ampliou sua votação em 52.518 votos. A diferença, porém, não mostra de quais candidatos vieram os novos votos, já que também houve mudanças no comparecimento às urnas.

No resultado nacional, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.

“Trabalhar pelo Brasil”

Apesar das observações sobre o resultado, Mauro afirmou que vai exercer o mandato no Senado com foco nos interesses do país, independentemente das divergências com o presidente reeleito. “Minha postura é trabalhar pelo Brasil. Nenhum senador pode trabalhar contra o nosso país”, disse.

O ex-governador também demonstrou preocupação com o cenário econômico que Lula vai enfrentar no novo mandato. Segundo ele, o Brasil vive um desequilíbrio fiscal que pode trazer consequências graves nos próximos anos.

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Com informações do RepórterMT.

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