MATO GROSSO

Policial federal investigado por ameaçar alunos da UFMT tem arma recolhida após escândalo de lista misógina

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A Polícia Federal abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra um agente investigado por supostamente ameaçar estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso após a divulgação do caso da lista de “alunas estupráveis”. Como medida preventiva, a arma funcional do policial foi recolhida.

O agente é pai de um dos universitários investigados por participação no grupo de mensagens que continha comentários misóginos e de apologia ao estupro. Três estudantes denunciaram ter sido intimidados depois de ajudarem a expor as conversas.

Em depoimento à Polícia Civil, o policial negou as ameaças, mas preferiu permanecer em silêncio ao ser questionado sobre outros detalhes do caso. O procedimento relacionado às supostas intimidações foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) de Cuiabá.

Já o inquérito principal segue sob sigilo na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), que apura a criação e divulgação da lista. A investigação já ouviu testemunhas e realizou diligências para identificar todos os envolvidos.

A repercussão do caso provocou o afastamento preventivo dos alunos investigados e levou a Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) da UFMT a suspender aulas presenciais do curso de Engenharia Civil, adotando atividades remotas após o aumento da tensão entre estudantes.

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