MULHER
Carolina Gilberti: Mulheres na liderança, um novo olhar
Empresas existem e sobrevivem porque clientes pagam por produtos, serviços ou soluções. No Brasil, cerca de 80% das decisões de compras estão nas mãos das mulheres. Organizações que não entendem ou não dialogam com as necessidades de quem consome o que oferecem estão perdendo uma fatia importante do mercado. Não é uma questão de competição e sim de complementar competências e gerar benefícios para o ambiente profissional.
Dados comprovam a importância das mulheres no mercado de trabalho.
Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o público feminino é maioria no ensino superior. O levantamento Estatísticas de Gênero – Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil indica ainda que elas enfrentam preconceito no mercado de trabalho e que, para vencer barreiras, precisam evidenciar e provar mais aptidões.
Já um levantamento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa aponta que mulheres ocupam apenas 15,2% das cadeiras em conselhos de administração, fiscais e em diretorias de capital aberto do país. O número ainda é baixo, porém representa pequeno aumento em relação a 2022, quando elas eram 14,3%.
Outro estudo, da XP Investimentos, mostra que o compromisso das companhias da bolsa brasileira com a diversidade de gênero aumenta o retorno dos acionistas. A corretora calculou que uma cesta com as ações das 15 empresas de capital aberto com mais mulheres no conselho de administração avançou 349% desde 2010, enquanto o Ibovespa, indicador de referência da B3, ganhou 49% no mesmo período.
Como estimular a presença feminina no ambiente corporativo?
Em meio a todo esse contexto, algumas ações merecem atenção:
1. Incentive a participação feminina em diferentes funções e em cargos de liderança;
2. Apoie políticas públicas que assegurem os direitos das mulheres;
3. Ofereça e garanta equidade de cargos e salários;
4. Posicione-se de forma transparente e autêntica em relação à importância e aos impactos positivos da presença de mulheres em empresas.
Fato é que times diversos são mais humanos e conectados com as demandas do mundo, geram melhores relacionamentos e transformam ambientes de trabalho em lugares desejáveis. É necessário sair do discurso comum e promover uma manifestação genuína. Nesse sentido, a gestão humanizada é o futuro e as mulheres estão à frente dessa mudança.
Conclui-se, portanto, que padrões e vícios do passado já não cabem mais no mundo atual. O saldo social e econômico só será positivo quando homens, mulheres e empresas entenderem a riqueza da união e da diversidade. O mundo corporativo pautado por competição, hierarquia, ego e individualismo está dando lugar a uma nova era em que valores como colaboração, empatia, cuidado, sustentabilidade e saúde mental são prioridades.
Fonte: Mulher
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