MULHER
Entenda o que é placenta prévia, diagnóstico de Gabi Brandt
A influenciadora digital Gabi Brandt anunciou, na última quinta-feira (8), que está grávida do terceiro filho. Em uma carta aberta divulgada em suas redes sociais, a modelo revelou que a gestação é de extremo risco por conta de um quadro de placenta prévia.
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“No dia 30 de outubro, eu perdi líquido e em seguida tive um sangramento forte. Fui para o hospital e descobri que estava com placenta prévia. Gravidez de extremo risco. No dia 10/11 tive mais um sangramento, fui para o hospital novamente, descobri mais um descolamento de placenta e um hematoma de 5 centímetros”, revelou Brandt em seu Instagram.
A complicação da gestação de Gabi, conhecida como placenta prévia, ocorre quando a placenta, órgão responsável pela nutrição do feto, cresce na parte inferior do útero, cobrindo total ou parcialmente essa região.
“A placenta é formada durante a gestação com o objetivo de fornecer nutrientes, oxigênio e os hormônios necessários para o desenvolvimento do bebê. No entanto, em uma minoria das gestações, a placenta sofrerá algumas alterações, comprometendo o curso natural da gravidez”, explica o ginecologista Alexandre Rossi.
Rossi assegura que, no início da gestação, é normal que a placenta esteja mais baixa no útero. À medida que a gravidez evolui, o útero cresce e a placenta se moverá para a parte superior ou lateral, permitindo que o colo do útero seja desobstruído para o parto. No entanto, se a placenta sofre alterações, ela pode obstruir completa ou parcialmente o colo do útero, local onde o bebê deverá passar no momento do parto vaginal.
Dados do Ministério da Saúde apontam que 0,4% das gestações apresentam algum quadro de placenta prévia – isso significa que uma a cada 250 mulheres é diagnosticada com esse problema ao longo da gravidez.
De acordo com Ana Gabriela de Oliveira Puel, médica ginecologista e associada da Associação Mulher Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR), o principal fator de risco para a placenta prévia é a mulher em questão ter realizado uma cirurgia no útero, como curetagem, cesariana e a retirada de miomas. Outros fatores como o consumo de drogas como o cigarro e a cocaína e a gestação tardia também podem aumentar o risco da placenta prévia.
A principal forma de diagnóstico é pelo ultrassom. “A placenta prévia é diagnosticada a partir de 26 semanas de gestação por meio da ultrassonografia, pois, neste exame, conseguimos visualizar a posição da placenta”, complementa Puel.
Um dos principais sintomas associados a essa condição é um sangramento vermelho vivo, que pode variar quanto à quantidade e tende a ser indolor. “Ele não pode ser associado nem a trauma nem esforço físico, e é mais comum no final do segundo e terceiro trimestre de gestação”, explica Ana Paula Ghisi, obstetra da Theia, clínica de saúde voltada para a mulher gestante.
Outro sintoma relacionado à placenta prévia são as cólicas leves e contrações na barriga, costas e abdômen. Em casos de muito sangramento, alguns pacientes relatam sintomas como anemia, palidez, falta de ar e pressão arterial baixa.
“A placenta prévia pode levar a uma hemorragia durante a gravidez, parto ou nas primeiras horas pós-parto, colocando a vida da mulher em risco. Para o bebê, os riscos são de nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, maior tempo de internamento hospitalar e, em alguns casos, surgimento de complicações relacionadas à prematuridade”, retoma Rossi.
Há, ainda, o risco de desenvolvimento da placenta acreta com a fixação da placenta no miométrio, que é a camada média do útero. O médico detalha que essa condição pode levar a uma hemorragia intensa, dificultando a retirada da placenta na hora do parto.
Se o sangramento intenso ocorrer, a internação pode ser necessária para a manutenção da saúde da mãe e do bebê. Nesses casos, as pacientes são internadas e podem ser mantidas sob observação até o parto. A cesárea de emergência também é indicada.
A recomendação dos profissionais após o diagnóstico é o repouso total: mães com placenta prévia devem evitar atividades físicas, como correr, levantar e se exercitar. Também é importante evitar a prática de relações sexuais. “Conforme o tempo gestacional e o estado de saúde da gestante e do bebê, podem ser recomendados medicamentos para acelerar o desenvolvimento do feto e uma cesárea de emergência”, conta Rossi.
O profissional conta que o apoio de amigos e familiares também é essencial para o desenvolvimento saudável do feto. Alexandre explica que, a partir da orientação de repouso, a rede de apoio da gestante se torna ainda mais fundamental, já que a mesma necessita de tempo para repousar e cuidar de sua saúde. “Eles são fundamentais para que a gestação possa seguir pelo maior tempo possível”, finaliza.
A atenção aos sinais da gestação também deve ser intensa. “É necessário que a paciente esteja ciente do seu diagnóstico e esteja atenta aos sinais de alarme. Principalmente ao sangramento e a diminuição dos movimentos do bebê, ela deve estar bem orientada quanto aos riscos e procurar atendimento médico”, afirma Ghisi.
Fonte: IG Mulher
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