MULHER
Mitos e verdades sobre higiene íntima feminina
Mesmo após diversas conquistas das mulheres no país, ainda há alguns assuntos acerca do universo feminino que são considerados tabus para a sociedade. A higiene íntima é um deles, apesar de ser um tema com relação direta à saúde e ao bem-estar da mulher.
A problemática dos assuntos categorizados como tabus é a falta de conhecimento e a criação de falsas teorias que contribuem para a disseminação da desinformação. No caso da higiene íntima, a construção de mitos faz com que muitas mulheres criem hábitos que podem ser nocivos à saúde.
Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a falta de cuidado ou as práticas inadequadas na região íntima favorecem o surgimento de infecções, inflamações e doenças. Usar peças de moda praia feminina molhadas por um longo tempo, por exemplo, é um hábito prejudicial, pois favorece o desenvolvimento de candidíase, como alerta a organização.
Há outros costumes que também podem provocar riscos à saúde das mulheres. Conhecer os mitos e as verdades sobre higiene íntima é o primeiro passo para garantir bem-estar e qualidade de vida.
A higienização correta evita problemas
Verdade . A higienização adequada é um processo fundamental para a saúde íntima feminina. Segundo a Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGESP), a limpeza da região deve ser feita com o uso de um sabonete hipoalergênico na pele da vulva, raiz das coxas, região perianal e no interior dos grandes e pequenos lábios.
A SOGESP explica que não é necessário utilizar uma grande quantidade de sabonete e que os movimentos ao higienizar a região devem ser suaves para não causar ferimentos. Após o processo, deve-se enxaguar com água para retirar o excesso do produto e utilizar uma toalha seca e limpa para secar a região íntima.
Ducha vaginal é fundamental para higienização íntima
Mito . A ducha vaginal é um tópico que provoca dúvidas em muitas mulheres. Para algumas, o ato de lavar a parte interna da vagina, ou seja, a região do canal vaginal, com água, produtos antissépticos ou sabonete íntimo é fundamental. No entanto, não é essa a recomendação de órgãos ligados à saúde.
Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a ducha interna provoca mudanças no pH, danifica a mucosa e destrói a microbiota vaginal, responsável por garantir a proteção contra infecções.
Peças de roupa apertadas podem provocar alergias e outros problemas
Verdade . O uso de roupas mais justas é algo comum para algumas mulheres, mas pode provocar problemas para a saúde íntima e, também, da pele em todo o corpo. Conforme informa a SES-DF, itens muito apertados podem favorecer o surgimento de alergias e outros problemas.
O ideal, segundo o órgão, é optar por lingerie feminina confortável e do tamanho adequado para quem veste. Calcinhas muito apertadas dificultam a respiração da região íntima e podem ocasionar problemas, como a candidíase. Já os modelos mais largos de sutiãs podem não oferecer a sustentação necessária para os seios e trazer problemas para a coluna.
Além disso, outros tipos de peças do guarda-roupa feminino, como roupa para academia, também precisam seguir as recomendações para não limitar os movimentos e causar alergias.
O absorvente é fundamental todos os dias
Mito . O absorvente íntimo é um aliado na rotina feminina, mas, segundo recomendações da Febrasgo, deve ser utilizado apenas nos períodos menstruais. O chamado absorvente diário, que é o item feito para ser usado fora do período menstrual, pode abafar e dificultar a transpiração da região, o que favorece a proliferação de fungos e bactérias.
Produtos para região íntima precisam ter perfume
Mito . Ao passar os olhos pelas prateleiras de supermercados e farmácias, é possível encontrar uma série de produtos relacionados à região íntima. No entanto, de acordo com a Febrasgo, eles devem ser escolhidos e utilizados com atenção. Um exemplo é o papel higiênico, que deve ser neutro e sem perfume para não provocar alergias.
Outro alerta é sobre os perfumes comercializados para a região íntima. Os produtos devem ser aplicados na virilha, e não na parte interna da vagina. Quando o uso é feito de forma correta, não há riscos para a saúde íntima. No entanto, antes de utilizar qualquer produto específico para a região íntima, é fundamental buscar a orientação da ginecologista.
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Fonte: Mulher
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