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Pomadas modeladoras: veja as alternativas ao uso do cosmético proibido

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Segundo Anvisa, proibição é temporária para investigações dos casos de cegueira temporária ligados ao uso da pomada; trancista revela alternativas
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Segundo Anvisa, proibição é temporária para investigações dos casos de cegueira temporária ligados ao uso da pomada; trancista revela alternativas

Na última quinta-feira (9), a Anvisa proibiu a venda das pomadas para modelar e trançar cabelo por oferecerem risco à saúde dos olhos. Antes da proibição, em dezembro do ano passado, o órgão publicou um primeiro alerta sobre os riscos de intoxicação ocular com o uso do cosmético, após serem relatados casos de vermelhidão, dores e cegueira temporária. Crianças e adultos, sobretudo do sexo feminino, foram os mais afetados. Após dúvidas nas redes sociais, trancista revela alternativas ao uso do produto. 

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De acordo com comunicado da Anvisa, embora os usuários apliquem a pomada no couro cabeludo, o produto age no local por horas ou até dias e o contato com os olhos ocorre de forma involuntária. A maior parte dos casos ocorreram nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Maranhão, Pernambuco, São Paulo e Paraná; afetando, em sua maioria, crianças e mulheres adultas. Nos piores episódios, a cegueira temporária se estendeu por mais de uma semana, como relataram pacientes que chegaram a ficar 15 dias sem visão. 

“O principal agente químico implicado nos danos oftalmológicos é o álcool propilenoglicol, que em altas taxas pode causar danos severos aos olhos”, afirma o oftalmologista Ricardo Filipo, responsável pela área na rede de clínicas COI. “Fatores ligados ao carnaval e ao verão certamente exercem influência no aumento dos casos repentinos de cegueira temporária e demais reações com o uso do produto”, afirma. 

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Segundo Filipo, os sintomas mais relatados até então foram irritação ocular, coceira, inchaço nas pálpebras e dores de cabeça. Ele explica que outros produtos — cerca de 3 mil, de acordo com informações divulgadas no Fantástico — possuem em sua composição o álcool propilenoglicol. Porém o que vem ocorrendo, como no caso da pomada fixadora, é um excesso da concentração permitida pela Anvisa. 

Por meio de seu perfil nas redes sociais, a Anvisa recomenda o descarte imediato de quem possui as pomadas em casa e informa que a suspensão permanece até que sejam concluídas as investigações dos casos de intoxicação, envolvendo vermelhidão, dor e cegueira temporária — sintomas também associados à outras doenças oculares, como a trombose no olho.  

“A melhor maneira de se precaver dessas situações é não utilizar tais produtos”, indica Filippo. 

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Cosmético e banhos de piscina: uma combinação perigosa

Segundo o órgão regulador, os episódios considerados graves foram favorecidos por banhos de piscina e mar logo em seguida da aplicação da pomada. 

Esta combinação, explicou a Anvisa no último alerta, potencializa os efeitos negativos, visto que uma série de substâncias químicas comprovadamente irritantes aos olhos estão presentes nesses ambientes. 

“Ao mergulhar na piscina ou praia com essas pomadas no cabelo, as mesmas podem escorrer pelo rosto e entrar em contato com os olhos. Além disso, em piscinas, a pomada pode rapidamente diluir na água e entrar em contato com o olho”, afirma o especialista. 

Trancista profissional desde setembro de 2022, quando concluiu um curso profissionalizante no Rio de Janeiro, a baiana Vaneide Gomes, de 26 anos, conta que nunca recebeu queixas das clientes após o uso do produto.

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“Era o produto ideal para trançar, modelar etc. Sempre orientava da melhor forma possível, como sobre a quantidade de vezes que poderia lavar, não entrar na piscina sem antes lavar o cabelo no chuveiro com a cabeça levantada, não deixando a pomada entrar em contato com os olhos. Nenhum cliente exigia este ou aquele produto”, afirma Vaneide, cujo motivo que a levou a ser trancista, além de ganhar uma renda extra, é levantar a autoestima das pessoas.  

Existem alternativas para fixar tranças e modelar cabelo?

Após reportagem sobre os casos de intoxicação exibida pelo Fantástico no último domingo, o assunto ganhou as redes sociais. Algumas mulheres que usavam a pomada para fixar trança relatam episódios alérgicos, seguido de coceira no couro cabeludo, após o uso dos cosméticos. 

“Não é um produto pra usar direto no couro cabeludo e ficar dias e dias com ele na cabeça”, disse uma das mulheres em seu perfil nas redes sociais. No entanto, em outras publicações, algumas das mulheres se perguntam como irão realizar o procedimento estético após a proibição da venda da pomada.

“Pensando como irei fazer a manutenção do cabelo de lafa sem pomada na moral”, comentou uma delas em resposta ao tweet de uma trancista que critica o fato de que algumas trancistas ainda estão usando a pomada.

A trancista Neide explica que é possível realizar os mesmos procedimentos estéticos com o Gel Cola e a cera capilar, embora a pomada proibida seja mais consistente, permitindo o alinhamento de todo o cabelo. 

“Agora vai precisar de mais firmeza nas mãos, pois o gel pode escorrer um pouco pelo couro. E o gel normal não é recomendado”, explica a trancista.  

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Fonte: IG Mulher

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