TRAGÉDIA NA EUROPA

Colisão entre trens de alta velocidade deixa ao menos 68 mortos e dezenas de feridos

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Uma grave tragédia ferroviária abalou a Espanha nesta quarta-feira (28). A colisão entre dois trens de alta velocidade deixou dezenas de mortos e feridos, provocou o descarrilamento de vagões e mobilizou equipes de emergência em uma operação de resgate de grandes proporções. O número de vítimas ainda pode aumentar.

O acidente ocorreu pouco antes das 9h no horário local, na região de Castilla-La Mancha, entre Madri e o sul do país. As composições envolvidas eram operadas pelas empresas Renfe e Iryo. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o trem da Renfe transportava 397 pessoas, enquanto o da Iryo levava 147 passageiros.

O balanço de vítimas mudou ao longo do dia. Atualização publicada pela agência AFP às 14h56 apontou pelo menos 64 mortos e mais de 100 feridos. As autoridades alertaram que o número poderia subir, pois os trabalhos de busca continuavam entre os destroços.

Vagões ficaram destruídos após a colisão

Imagens exibidas pela televisão regional Castilla-La Mancha mostraram vagões descarrilados, estruturas metálicas retorcidas e destroços espalhados por um barranco às margens da linha férrea.

Equipes de emergência foram mobilizadas para atender as vítimas e procurar possíveis sobreviventes. Ambulâncias e helicópteros também foram utilizados no atendimento, enquanto os socorristas enfrentavam as dificuldades para acessar algumas partes das composições.

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A gravidade dos danos fez com que as autoridades mantivessem os trabalhos de resgate enquanto buscavam esclarecer a dinâmica da colisão.

Passageiros relatam momentos de terror

Os relatos de quem estava nos trens dão uma dimensão do impacto. Miguel, passageiro que viajava com colegas em um dos vagões traseiros, contou à rádio COPE que ouviu um estrondo muito forte, que teria durado cerca de dez segundos.

Ele relatou que, ao olhar pela janela, viu uma composição destruída e imaginou que fosse o outro trem envolvido no acidente.

Eduarda, que estava no trem da Iryo, disse à rádio Cadena SER que sentiu um impacto violento que a lançou para a frente. Inicialmente, pensou que a composição tivesse realizado uma parada de emergência.

A dimensão da tragédia ficou evidente quando ela viu pessoas feridas e recebeu orientações para deixar o local. A passageira descreveu uma cena devastadora, com parte do trem pendurada na encosta e um incêndio em um dos vagões.

O prefeito de Los Yébenes, Jesús Pérez Martín, também descreveu a situação como horrível e afirmou ter recebido relatos de ferimentos extremamente graves.

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Circulação ferroviária foi suspensa

Após o acidente, a circulação na linha de alta velocidade que liga Madri à região da Andaluzia foi suspensa. A interrupção afetou também os serviços entre Madri, Ciudad Real e o sul do país.

Informações preliminares divulgadas pela imprensa indicaram que um dos trens poderia estar parado após uma determinação relacionada à sinalização ferroviária. Essa versão, porém, ainda precisava ser esclarecida pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Até as informações divulgadas nesta quarta-feira, a causa oficial da colisão não havia sido estabelecida.

As equipes continuavam trabalhando no local, enquanto as autoridades apuravam as circunstâncias do acidente e atualizavam o balanço de mortos e feridos.

Atenção antes de publicar: o texto enviado informa 68 mortos e 80 feridos, mas os números divulgados posteriormente pela AFP apontaram pelo menos 64 mortos e mais de 100 feridos. Como o balanço está mudando, recomendo conferir a atualização mais recente imediatamente antes da publicação.

 

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