MEDIDA INUSITADA

Decisão inusitada permite que detentas tenham vibradores dentro da prisão

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O governo da Holanda começou a testar um programa que permite que mulheres privadas de liberdade tenham acesso a vibradores e outros brinquedos sexuais dentro das unidades prisionais. A iniciativa, com duração prevista de um ano, busca reduzir problemas de saúde e infecções associados ao uso de objetos improvisados pelas detentas.

De acordo com informações divulgadas pela emissora holandesa NOS, 295 mulheres já tiveram acesso à iniciativa, o equivalente a cerca de 70% da população carcerária feminina contemplada pelo programa.

A medida surgiu diante de relatos de que algumas detentas recorriam a objetos improvisados para satisfação sexual, o que poderia provocar ferimentos e infecções.

Produtos são vendidos a preço de custo

Diferentemente de uma distribuição gratuita, o programa prevê a venda dos produtos às detentas por um valor equivalente ao custo de aquisição.

As participantes podem escolher entre duas opções: um estimulador de ondas de pressão ou um vibrador transparente.

A proposta é oferecer alternativas consideradas mais seguras do ponto de vista da saúde, reduzindo os riscos associados ao uso de objetos inadequados.

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Governo defende benefícios à saúde

Ao justificar a iniciativa, a Agência de Instituições Penitenciárias da Holanda afirmou que uma sexualidade saudável pode contribuir para o relaxamento, melhorar a qualidade do sono e reduzir a frustração.

Segundo o órgão, a oferta de produtos apropriados também pode diminuir os riscos à saúde provocados por alternativas improvisadas.

O programa ainda está em fase experimental. Ao final do período de testes, a experiência poderá ser avaliada para verificar seus resultados e a possibilidade de continuidade.

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