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Jornalista é executada a tiros em plena campanha eleitoral dias após denunciar ameaças de morte; veja vídeo

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A jornalista e candidata ao Governo Regional de Áncash, Susy Ysabel Aponte Polo, de 43 anos, foi assassinada a tiros no sábado (19), durante uma atividade de campanha eleitoral em Caraz, no Peru. Dias antes do crime, ela havia denunciado publicamente que vinha recebendo ameaças contra sua vida.

Conhecida como “China Polo”, Susy comandava o portal China Polo Dominical nas redes sociais, onde divulgava reportagens e denúncias envolvendo supostas irregularidades em órgãos públicos e possíveis casos de corrupção, inclusive relacionados à Polícia Nacional peruana.

O ataque ocorreu por volta das 12h40, quando a candidata participava de uma ação eleitoral nas proximidades de um mercado na Avenida Ramón Castilla. Ela estava acompanhada de apoiadores e integrantes de sua campanha, que distribuíam material eleitoral, quando um homem armado se aproximou e efetuou os disparos.

Após o atentado, equipes policiais e de emergência foram mobilizadas. Susy não resistiu aos ferimentos. Outras pessoas que estavam próximas também foram atingidas durante o ataque e receberam atendimento médico.

Durante as buscas, a Polícia Nacional do Peru deteve um cidadão venezuelano apontado como suspeito de envolvimento no crime. Uma arma de fogo foi apreendida durante a abordagem. As autoridades seguem investigando as circunstâncias do assassinato, incluindo a eventual participação de outras pessoas e a motivação do ataque.

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O crime ganhou ainda mais repercussão porque, poucos dias antes de ser morta, Susy havia tornado públicas ameaças que dizia estar recebendo. As alegações feitas por ela antes do assassinato também fazem parte do contexto que deverá ser analisado pelas autoridades, sem que até o momento esteja estabelecida publicamente uma ligação entre essas denúncias e o homicídio.

O Júri Nacional de Eleições (JNE) condenou o assassinato da candidata e pediu uma investigação célere para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis. O órgão também reafirmou a importância de garantir condições de segurança e respeito ao Estado de Direito durante o processo eleitoral peruano.

As investigações continuam.

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