TRAGÉDIA RELIGIOSA

Líder de seita que obrigava fiéis e crianças a morrer de fome é condenado por 191 mortes no Quênia

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Paul Nthenge Mackenzie incentivava seguidores a passar fome até a morte sob a promessa de que chegariam ao céu antes do fim do mundo. Mais de 400 corpos foram encontrados em uma floresta.

A Justiça do Quênia condenou, nesta segunda-feira (19), o líder religioso Paul Nthenge Mackenzie e outros 28 réus, incluindo sua esposa, em um processo relacionado à morte de 191 pessoas, sendo 190 crianças e um adulto. O caso ficou conhecido internacionalmente como o “Massacre de Shakahola”.

Segundo as investigações, Mackenzie comandava uma seita religiosa que pregava a chegada do fim do mundo e incentivava seus seguidores a realizar jejuns extremos, permanecendo sem alimentação até a morte. A justificativa era de que o sacrifício permitiria que os fiéis e seus filhos chegassem ao céu antes do apocalipse.

O líder religioso estava preso desde abril de 2023, quando as primeiras denúncias levaram as autoridades a investigar as atividades da chamada Igreja Internacional das Boas Novas, fundada em 2003.

Durante as buscas na Floresta de Shakahola, onde o grupo mantinha suas atividades, as equipes de investigação encontraram mais de 400 corpos em avançado estado de decomposição, muitos enterrados em valas. Na ocasião, apenas 26 vítimas puderam ser identificadas.

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De acordo com o Ministério Público queniano, Mackenzie utilizava sua influência religiosa para convencer famílias inteiras a abandonar a alimentação, inclusive crianças, sob a promessa de salvação espiritual.

A condenação anunciada nesta segunda-feira envolve 191 vítimas. As autoridades continuam investigando as circunstâncias das demais mortes e a possível participação de outros envolvidos.

O episódio é considerado um dos casos mais graves envolvendo uma seita religiosa na história recente do Quênia e provocou repercussão internacional devido ao elevado número de vítimas, especialmente crianças.

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