CASO RARO

Mulher que sobreviveu a duas doses de injeção letal acorda está “consciente e falando” nos EUA

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Christa Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em cerca de 200 anos; defesa voltou a pedir que pena seja convertida em prisão perpétua

Christa Pike, condenada à morte nos Estados Unidos, está consciente e conseguindo falar após sobreviver a uma tentativa de execução com duas doses de pentobarbital no Tennessee. A informação sobre seu estado de saúde foi divulgada pelos advogados nesta terça-feira (6).

Segundo a defesa, Christa sofreu graves ferimentos nos braços e permanece algemada e acorrentada à cama enquanto se recupera. Os advogados afirmam que o prognóstico ainda é incerto e que ela deverá enfrentar um longo período de recuperação.

O caso chama atenção porque Christa seria a primeira mulher executada pelo estado do Tennessee em cerca de 200 anos.

Segundo informações divulgadas sobre o episódio, ela recebeu duas doses de pentobarbital durante a tentativa de execução realizada na semana passada, mas sobreviveu.

O Departamento de Correção do Tennessee sustenta que a equipe responsável pela execução seguiu o protocolo estabelecido pelo estado e cumpriu os procedimentos previstos.

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Diante da sobrevivência da condenada, os advogados renovaram o pedido para que o governo estadual suspenda definitivamente a execução e transforme a sentença em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

DISPUTA PARA IMPEDIR EXECUÇÃO

 

A tentativa de execução aconteceu após uma série de disputas judiciais. Recursos apresentados de última hora chegaram à Suprema Corte dos Estados Unidos, mas o procedimento acabou autorizado.

A defesa buscava impedir a pena capital argumentando, entre outros pontos, que Christa teve uma infância marcada por graves episódios de abuso sexual e negligência.

Um pedido de clemência também foi apresentado ao governador do Tennessee, Bill Lee, mas acabou negado.

Os advogados ainda tentaram alterar o método de execução. A defesa argumentava que a injeção letal poderia provocar sofrimento desnecessário devido às condições de saúde da condenada, incluindo problemas relacionados às veias e diagnóstico de trombocitose. O pedido também foi rejeitado.

CRIME OCORREU EM 1995

Christa Pike foi condenada à morte por um assassinato cometido quando tinha 18 anos.

Em janeiro de 1995, ela e o então namorado, Tadaryl Shipp, participaram do assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em uma área de mata em Knoxville.

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Segundo o processo, a jovem foi violentamente agredida e morta a facadas.

Christa recebeu a pena de morte e permanece no corredor da morte há aproximadamente três décadas.

Agora, enquanto ela se recupera da tentativa frustrada de execução, seus advogados pressionam novamente as autoridades para que a sentença seja convertida em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

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