PENA DE MORTE

Mulher que sobreviveu à injeção letal havia revelado seu “pior pesadelo”: sobreviver à execução semanas antes

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Christa Pike, condenada à pena de morte nos Estados Unidos, havia revelado semanas antes da execução o maior medo que tinha: justamente sobreviver à aplicação da injeção letal.

Em uma gravação feita enquanto estava presa, Pike afirmou que temia que problemas para encontrar uma veia adequada pudessem fazer com que o procedimento não fosse concluído corretamente.

“Minha preocupação com o método de injeção letal é simplesmente que não tenho boas veias”, afirmou no vídeo, obtido pelo jornal The New York Times.

O temor acabou se tornando realidade. Na quarta-feira (30/9), Christa Pike sobreviveu a duas doses da injeção letal durante a tentativa de execução no Tennessee. Após o procedimento, ela foi levada para um hospital, onde permanece intubada e em estado considerado crítico.

Falhas durante execuções por injeção letal são extremamente raras. Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte, o episódio envolvendo Pike é considerado um caso sem precedente.

“Meu pior pesadelo”

Antes da execução, Pike também havia mencionado o caso de Tony Carruthers, outro condenado no Tennessee cuja execução foi interrompida em maio depois que as autoridades não conseguiram encontrar uma veia adequada.

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Na ocasião, os profissionais tentaram obter acesso venoso durante aproximadamente uma hora e meia, mas desistiram do procedimento.

“Tony Carruthers viveu o meu pior pesadelo. Detalhe por detalhe. E eu não quero passar por isso”, afirmou Pike na gravação.

No vídeo, a condenada também relatou o medo que sentia em relação aos efeitos do pentobarbital, substância utilizada no procedimento de execução.

Pike disse ter ouvido comparações entre o medicamento e o Drano, produto químico utilizado para desentupir encanamentos, e afirmou que a possibilidade de sentir uma forte queimação durante o procedimento a assustava.

Condenada há três décadas

Christa Pike estava no corredor da morte havia cerca de 30 anos. Ela foi condenada pelo assassinato e tortura de Colleen Slemmer, uma colega de 19 anos, crime cometido quando Pike tinha 18 anos.

No mesmo vídeo gravado antes da execução, ela falou sobre o crime e afirmou se arrepender do que fez.

Pike reconheceu que, no início do processo, não demonstrava arrependimento, mas disse que posteriormente passou a refletir sobre o sofrimento provocado à família da vítima e às pessoas envolvidas no caso.

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A tentativa de execução de Pike agora se tornou um episódio raro no histórico da pena de morte nos Estados Unidos, enquanto ela permanece hospitalizada em estado crítico.

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