CASO REPERCUTE NOS EUA

Professora troca pontos extras por dinheiro para bancar viagem internacional e acaba demitida

Publicado em

Uma professora substituta de longa data de uma escola de Iowa, nos Estados Unidos, foi demitida após utilizar sua posição em sala de aula para incentivar alunos a contribuírem financeiramente com uma campanha destinada a custear uma viagem internacional particular.

Stephanie Mullaley, que trabalhava no Distrito Escolar de Clinton, criou uma campanha no site GoFundMe com a meta de arrecadar US$ 1,8 mil para viajar ao Equador, acompanhada do marido, em julho.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a viagem seria apresentada como uma “missão médica”, na qual Mullaley atuaria como tradutora.

Alunos receberiam pontos extras

A situação ganhou repercussão porque a professora teria oferecido pontos extras aos estudantes que contribuíssem com dinheiro para a campanha.

Em uma publicação nas redes sociais, Mullaley afirmou que ela e o marido, Nick, haviam recebido um convite oficial para participar da missão no fim de 2025.

A professora também pediu apoio financeiro para bancar despesas relacionadas à viagem, como transporte, alimentação e hospedagem.

“Isso era apenas uma ideia há um ano e se tornou realidade quando recebemos um convite oficial no fim de 2025”, escreveu.

Leia Também:  Grave acidente: carro fica destruído e mulher é resgatada das ferragens em rodovia de MT

Ela também afirmou que pretendia utilizar suas habilidades para ajudar na comunicação entre profissionais e pessoas atendidas durante a missão.

Campanha arrecadou US$ 140

Antes de ser retirada do ar, a campanha havia recebido US$ 140, provenientes de seis doações. Os valores variaram entre US$ 5 e US$ 50.

Apesar de a arrecadação ter ficado bem abaixo da meta de US$ 1,8 mil, a conduta adotada pela professora acabou provocando consequências dentro do distrito escolar.

Mullaley foi demitida em maio.

Justiça negou seguro-desemprego

Após perder o emprego, a professora entrou com um pedido para receber seguro-desemprego.

O pedido, porém, foi negado pelo juiz administrativo Duane Golden. Na decisão, ele apontou que Mullaley teria demonstrado um “desrespeito intencional ou imprudente” pelos interesses do empregador.

Ainda segundo a decisão, a professora teria utilizado sua posição dentro da escola para pressionar estudantes a contribuir financeiramente com a campanha.

O caso só veio a público agora, após ganhar destaque na imprensa internacional.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA