ITANHANGÁ

Adolescente exigia “aprovação de líder” para fotos de automutilação e levanta suspeita de ligação com dark web em MT

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Um dos detalhes mais perturbadores do caso envolvendo um adolescente de 17 anos investigado em Itanhangá (MT) chamou a atenção das autoridades: segundo relatos colhidos pela polícia, o jovem teria afirmado que as imagens de automutilação enviadas por alunas precisavam ser “aprovadas por um líder”, levantando a suspeita de possível atuação em rede ou até ligação com ambientes da chamada dark web.

O caso veio à tona após denúncias feitas dentro da Escola Estadual Bromildo Lawisky, onde estudantes relataram estar sendo pressionadas a provocar cortes no próprio corpo e enviar fotos e vídeos das lesões ao adolescente. Em troca, ele prometia pagamento em dinheiro.

Durante a apuração inicial, uma testemunha afirmou que ouviu o suspeito comentar que uma das imagens enviadas por uma vítima não teria sido aceita por esse suposto “líder”, o que levantou a hipótese de que o adolescente não agia sozinho. A fala, registrada no boletim de ocorrência, também reforça a suspeita de que o material poderia estar sendo compartilhado em redes ocultas da internet.

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Além disso, o jovem utilizaria um nome alternativo no ambiente virtual e demonstraria conhecimento em informática, sendo proprietário de computador e notebook. As autoridades não descartam que dispositivos eletrônicos possam conter arquivos ou conexões que ajudem a esclarecer se há, de fato, participação de terceiros no esquema.

Outro ponto alarmante é que, segundo relatos, o adolescente também teria feito ameaças às vítimas para impedir que o caso viesse à tona. Ele teria dito que, caso as estudantes contassem a alguém, poderiam sofrer agressões fora do ambiente escolar, chegando a mencionar facção criminosa como forma de intimidação.

A polícia investiga se o discurso sobre “líder” e dark web representa uma estrutura real por trás da prática ou se era utilizado como estratégia psicológica para pressionar e controlar as vítimas. Até o momento, ao menos duas adolescentes foram identificadas como vítimas diretas, mas há indícios de que o número possa ser maior.

O adolescente foi conduzido à delegacia acompanhado do responsável legal, e um celular foi apreendido para análise. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve aprofundar as apurações para identificar possíveis conexões, vítimas e eventuais envolvidos.

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