vida no cárcere

Após porrada, advogados criam confusão em cadeia por falta de academia

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Em outra ocasião, ambos saíram na porrada dentro da cela

Os advogados Benedito César Corrêa Carvalho, de 54 anos, e Pauly Ramiro Ferrari Dorado, de 45 anos, que estão presos na Sala de Estado Maior, no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, voltaram a causar confusão no cárcere. Agora, por insatisfação com a estrutura do local onde estão presos.

 

Uma das reclamações é que o ambiente, por exemplo, não possui equipamentos de academia. A informação é do Programa do Pop, da TV Cidade Verde.

 

Os juristas, que incitaram um princípio de motim, compararam a situação da Sala com a Sala Maior de Rondonópolis, dizendo que lá o espaço é aberto e possui academia.

 

A Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária, da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), abriu procedimento para investigar o tumulto causado por Pauly e Benedito.

 

Em junho, os dois se envolveram em outra briga dentro da unidade prisional. Uma das motivações da discussão, segundo Benedito, teria sido o fato de Pauly ser considerado

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“porco” e deixar escarros na pia todos os dias. Um deles está preso por fazer uma prostituta refém em casa e ameaçá-la de morte, enquanto o outro está detido sob a acusação de ter ligação com a facção criminosa.

CAPIVARAS

Benedito, que é procurador afastado da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, foi preso em 10 de maio por manter uma garota de programa de 16 anos em cárcere privado e ameaçá-la com uma arma. Essa é a terceira vez que ele comete o mesmo crime. Em 2017, o procurador foi preso por ameaçar, também, uma garota de programa. Na época, ela conseguiu se trancar na cozinha e ligou para a polícia após ser ameaçada com uma faca. A segunda ocorrência foi registrada em agosto de 2023, quando Benedito foi preso por manter uma garota de programa, de 19 anos, em cárcere privado em um condomínio de Cuiabá.

 

Benedito foi admitido na Procuradoria-Geral da ALMT no dia 31 de agosto de 1999, por meio de concurso publico. Conforme informações do portal de transparência da Casa, ele recebe um salário bruto de R$ 44 mil. Em 2011, respondeu a um processo onde teria sido flagrado entrando em um motel com menores de idade.

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Nesta terceira confusão envolvendo garotas de programa, o procurador foi preso após a Polícia Militar arrombar o apartamento dele e resgatar a adolescente que estava sendo mantida em cárcere privado e ameaçada com uma arma de fogo no bairro Araés.

 

Pauly Ramiro Ferrari Dorado foi preso em abril durante a Operação Patrono, na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em Cuiabá. Ele é acusado de ser integrante da facção Comando Vermelho (CV-MT) e por crimes de crimes de associação ao tráfico, fraude processual, falsidade ideológica, favorecimento pessoal e comércio ilegal de armas de fogo, entre outros. Em junho de 2023, ele foi encaminhado à Delegacia de Lucas do Rio Verde após ameaçar um promotor de justiça durante uma sessão do Tribunal do Júri.

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