POLÍCIA
Associação criminosa infiltra-se em grupos de whatsapp de negociação de gado e causa prejuízo de r$ 1,5 milhão
Na terça-feira (24), a Polícia Civil deflagrou a operação “Fake Farmer” em várias cidades do Estado, desmantelando uma associação criminosa que se infiltrou em grupos de WhatsApp especializados em negociação de gado. Um comprador foi enganado e perdeu a quantia de R$ 1,5 milhão devido às ações dos criminosos.
De acordo com as investigações, os membros da associação criminosa conseguiram obter R$ 1,5 milhão por meio de seis transferências via Pix, que foram distribuídos para seis diferentes contas bancárias, todas registradas em nome de pessoas em Mato Grosso.
Os criminosos eram habilidosos em aplicar a engenharia social, permitindo que eles se infiltrassem na cadeia de negociação de gado. Eles se fizeram passar alternadamente por compradores, vendedores e corretores, mantendo tanto os compradores quanto os vendedores enganados, o que levou o comprador a transferir o dinheiro para uma conta que não entregou ao verdadeiro vendedor.
Uma operação:
A operação “Fake Farmer” foi conduzida pela Polícia Civil de Goiás na prisão de 33 indivíduos, além da execução de 61 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Diamantino, Araputanga e Paranaíta. Além disso, foi determinado o sequestro judicial de R$ 1,5 milhão e o bloqueio de mais de 830 contas bancárias.
Durante a operação, duas prisões em flagrante foram efetuadas por posse e porte ilegal de armas de fogo, uma em Cuiabá e outro no interior do estado. A investigação envolve mais de 81 transações envolvendo mais de 20 instituições bancárias, revelando a estratégia dos crimes de pulverizar o dinheiro, alterando a titularidade dos beneficiários para dificultar a investigação.
Uma Investigação:
Até o momento, uma investigação acordou duas vítimas dos criminosos, o comprador e o vendedor das 650 cabeças de gado. A associação criminosa se aproveitou da falta de conectividade na internet nas áreas rurais, onde a transação de gado ocorre com frequência.
Os criminosos iniciaram o processo entrando em contato com uma extensa lista de corretores de gado, geridos como intermediários e se apresentando ao verdadeiro proprietário do gado como devedores do comprador. Ao comprador, o mesmo suspeito informou que havia adquirido o rebanho por meio de uma negociação imobiliária, enganando ambas as vítimas.
No decorrer da negociação, o comprador foi persuadido pelo golpista a realizar transferências Pix, totalizando R$ 1,5 milhão, para indivíduos criminosos em Mato Grosso. Esses crimes, por sua vez, distribuíram o valor entre outras 52 pessoas, envolvendo várias instituições bancárias.
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