BRASIL
Bebê morre e ligação da babá ao Samu vira alvo de investigação: “Estava rindo”
A morte de um bebê de apenas 2 meses em São João Batista, na Grande Florianópolis, está sendo investigada pela Polícia Civil após detalhes do atendimento chamarem a atenção das equipes de socorro e levantarem suspeitas de possível negligência.
O caso aconteceu na madrugada desta terça-feira (5). Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, a situação começou a gerar desconfiança ainda durante a ligação feita ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com os socorristas, a mulher responsável pelos cuidados da criança afirmava que o bebê estava sem respirar, mas demonstrava um comportamento considerado incompatível com a gravidade da situação. Conforme o relato, ela chegou a rir durante a chamada, fazendo com que a central suspeitasse inicialmente de um trote.
Diante da situação, os atendentes solicitaram uma chamada de vídeo. Somente após visualizar a criança, a equipe confirmou que o bebê realmente estava desacordado e sem reação.
Enquanto a ambulância seguia até o endereço, os profissionais orientaram por telefone as tentativas de reanimação. A suspeita inicial é de que a criança já estivesse em parada cardiorrespiratória há vários minutos antes do pedido de socorro.
Quando chegaram à residência, os socorristas encontraram o bebê em estado crítico. Segundo relatos registrados pela PM, o ambiente também causou estranhamento pela aparente tranquilidade dos adultos presentes na casa.
Conforme os profissionais, enquanto o atendimento de emergência era realizado, algumas pessoas conversavam normalmente sobre trabalho, café da manhã e assuntos cotidianos. Ainda segundo os relatos, a mãe da criança demonstrava pouco vínculo afetivo durante o socorro.
O bebê foi encaminhado ao Hospital Monsenhor José Locks, mas já chegou à unidade sem responder às manobras de reanimação. Após cerca de 45 minutos de tentativas, a morte foi confirmada.
Durante a avaliação médica, os profissionais identificaram sinais que podem indicar desnutrição. O menino também apresentava fenda palatina, uma alteração congênita que dificulta a alimentação e pode causar broncoaspiração.
O Conselho Tutelar informou que já havia registros anteriores relacionados ao imóvel onde a criança morava. Segundo o órgão, a mulher apontada como babá também cuidava de outras crianças no local.
A mãe afirmou em depoimento que trabalhava durante a noite e havia deixado o bebê sob responsabilidade da cuidadora. Já a babá relatou que acordou durante a madrugada para alimentar a criança e percebeu que ela já estava sem reação.
A causa da morte ainda será confirmada por exames periciais. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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