POLÍCIA

‘Carne é o que mais me pedem’, lamenta dona de casa

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Era por volta das 10h da manhã quando a equipe do jornal A Gazeta chegou à casa de Nayara de Souza Moura, 21, na região do bairro Ouro Fino, em Cuiabá. Ela, grávida de 4 meses, e seus dois filhos de dois e 5 anos, e ainda a irmã de 10 anos da qual tem a guarda, não haviam tomado café da manhã. Não tinham pão e nem leite, e com a geladeira vazia, os únicos alimentos na casa que seriam para o almoço do dia eram um pouco de arroz e feijão. “Tenho almoço para hoje, mas para a manhã e depois, ainda não sei”.

 

No momento, o que a família mais precisa é de ajuda com a alimentação, roupas e sapatos. Nayara conta que dói o coração quando não há pão, leite, bolachas, coisas para as crianças comer, mas o que mais abala é quando eles começam a pedir para comer carne.

A casa que abriga a família é, na verdade, um pequeno cômodo com menos de 10 metros quadrados, construído com placas de PVC, compensado e outros materiais de restos de construções. É ali onde Nayara, o marido e as crianças comem, dormem e passam todo o tempo juntos. O banho e as outras necessidades fisiológicas são improvisadas em um canto fora da casa.

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Grávida de Ágata Sofia, ela ainda não tem nada para o enxoval. Conta que precisa de roupinhas, fraldas, mantas e tudo que um recém-nascido necessita.

Afirma que qualquer doação, para todos da família, é sempre bem vinda, pois a única renda que possuem vem de um auxílio do governo federal e dos bicos que o marido, com quem é casada há 9 anos, faz.

Os dois perderam o emprego durante a pandemia e, desde então, precisaram ir morar no barraco, já que não possuem condições para pagar um aluguel. “Meu marido, hoje, está consertando o telhado de uma casa para ganhar um dinheiro”.

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