INVESTIGAÇÃO

Cirurgião plástico famoso por transformar bumbuns é executado a tiros dentro de clínica

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O cirurgião plástico Alexander Aslani, de 57 anos, foi assassinado a tiros no dia 7 de outubro de 2026, dentro de sua clínica em Marbella, na Espanha. Conhecido internacionalmente por realizar cirurgias para aumentar os glúteos, o médico foi baleado na cabeça por um homem mascarado, diante de pacientes, funcionários e da própria esposa.

O ataque aconteceu por volta das 18h. Após o crime, um jovem sueco de 18 anos foi preso por suspeita de envolvimento no assassinato. As autoridades investigam se o homicídio foi encomendado e apuram possíveis motivações relacionadas ao trabalho do cirurgião.

Segundo informações publicadas pela revista People, Aslani havia procurado a polícia meses antes do crime para denunciar ameaças que, segundo ele, estariam relacionadas à sua atividade profissional. A denúncia formal teria sido registrada em abril de 2026.

De acordo com o jornal britânico The Telegraph, no dia do assassinato, o médico teria recebido mensagens de uma pessoa insatisfeita com o resultado de um procedimento estético. Nas mensagens, a pessoa exigia o reembolso do valor pago e teria feito ameaças explícitas.

Outra hipótese investigada, segundo o The Times, é a de que o crime tenha sido encomendado por uma mulher que procurou o médico semanas antes, mas teve a cirurgia recusada porque ele considerou que o estado psicológico dela não era adequado para o procedimento. Essas possibilidades ainda dependem de esclarecimento pelas autoridades.

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Quem foi Alexander Aslani?

De origem alemã, Alexander Aslani era casado e pai de dois filhos. Ele ganhou notoriedade na Espanha e no exterior por realizar a Brazilian Butt Lift (BBL), técnica de cirurgia estética voltada ao aumento e à remodelação dos glúteos.

O médico ficou conhecido pelo apelido de “Buttman” e atendia pacientes de diversas partes do mundo. Entre suas clientes estavam personalidades de reality shows britânicos, como Chloe Sims, de The Only Way Is Essex, e Hannah Elizabeth, de Love Island UK.

Aslani se formou na Áustria e na África do Sul. Entre 2006 e 2007, atuou como cirurgião plástico consultor no Dolan Park Hospital, em Birmingham, na Inglaterra. Em 2007, trabalhou no Highgate Hospital, em Londres. No ano seguinte, assumiu a chefia de cirurgias plásticas dos hospitais Quirón, em Marbella.

Ao longo da carreira, publicou artigos acadêmicos e recebeu elogios de colegas por sua atuação profissional. Um ex-colega ouvido pelo The Telegraph o descreveu como um profissional dedicado e perfeccionista, que buscava aprimorar continuamente as técnicas cirúrgicas.

Cirurgião também enfrentou processos e sanções

Apesar da reputação internacional, Aslani também foi alvo de críticas e processos relacionados à sua atuação médica.

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Em 2012, o Conselho Médico Geral do Reino Unido determinou que ele corrigisse deficiências em seis áreas de sua prática profissional, incluindo o consentimento dos pacientes e os cuidados pós-operatórios. Na ocasião, ele ficou impedido de realizar cirurgias no país sem autorização por escrito e deveria trabalhar sob supervisão médica.

Em 2020, a influenciadora Paulina Sobierajaska obteve uma indenização de 40 mil libras após um processo relacionado a três procedimentos realizados pelo cirurgião. Ela alegou que os implantes haviam sido posicionados incorretamente e que precisava passar por uma cirurgia reconstrutiva.

Outro processo, relacionado a um procedimento realizado em 2018, apontou suposta negligência e falta de acompanhamento após a cirurgia, que teria resultado em infecção e fístula. Naquele caso, o médico e o hospital foram condenados a pagar quase 20 mil libras de indenização.

Em entrevista ao podcast The Beauty Buzz, em 2024, Aslani reconheceu que nem sempre era possível alcançar os resultados desejados pelos pacientes. Ele também destacou os riscos envolvidos nos procedimentos estéticos e as dificuldades de atender às expectativas de quem busca resultados considerados perfeitos.

A investigação sobre o assassinato segue em andamento, e as autoridades ainda precisam esclarecer a motivação do crime e se houve participação de outras pessoas na execução ou no possível planejamento do ataque.

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