POLÍCIA

Com medo de morrer na cadeia, cabo Hécules recorre à Justiça para MP reconhecer delação

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O ex-cabo da Policial Militar Hércules de Araújo Agostinho, ex-pistoleiro do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, recorre pela quarta vez à Justiça para que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) a aceite uma delação unilateral.

 

 

O advogado Jorge Henrique Franco Godoy defende que o ex-militar colaborou com informações que ajudaram a solucionar os crimes cometidos por ele ou que tiveram a participação dele.

 

Além da transferência para uma prisão para militares, a petição protocolada no dia 9 requer a redução da pena de mais de 43 anos pela chacina do sargento PM José Jesus de Freitas e dois seguranças para dois terços até a metade.

 

 

“Ele não está pedindo que seja absolvido, mas só o direito para ser reconhecida a delação e nada mais”, argumentou o advogado.

 

 

A defesa peticionou que o cliente corre “iminente risco” de ser assassinado por facções que controlam a Penitenciária Central do Estado (PCE), mesmo porque apesar de ter cometido um crime é considerado policial para os outros presos. Outra reclamação é em relação ao tratamento dado ao ex-policial que estaria há três anos sem banho de sol e sendo tratado pior que animal.

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Os ex-pitoleiro está preso desde 2003 e já soma mais de 200 anos de prisão por diferentes condenações. Esse já é o quarto pedido ingressado pela defesa.

 

 

O advogado adiantou ao portal que, se o TJ não conceder a liminar, pretende recorrer até as outras instâncias.

 

 

“Infelizmente até hoje todas os parecer da Justiça têm sido contra”, concluiu.

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