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Crime organizado infiltra esquema dentro da Politec para fabricar identidades falsas

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a segunda fase da Operação Hidra, que investiga um esquema de falsificação de documentos para integrantes de facção criminosa em Cuiabá e Várzea Grande.

O principal alvo é um servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que atua como papiloscopista, profissional responsável pela emissão de documentos de identidade e identificação de vítimas e suspeitos.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Várzea Grande e cumpridas na residência do investigado, em Várzea Grande, além do local de trabalho dele, dentro do Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá.

Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Estelionato, o servidor teria participado da facilitação e confecção de identidades falsas utilizadas por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para despistar a Justiça.

A investigação teve início em julho de 2025, após a prisão de Ricardo Batista Ambrózio, conhecido como “Perfume” ou “Kaiak”, apontado como liderança da facção criminosa e que estava foragido havia mais de 12 anos em Mato Grosso. Na ocasião, a polícia descobriu que ele e a família utilizavam documentos falsos.

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Durante o cumprimento dos mandados nesta quarta-feira, também foram apreendidas canetas emagrecedoras contrabandeadas e anabolizantes na casa do investigado.

De acordo com a Polícia Civil, um homem de 66 anos atuava como intermediário do esquema e possuía diversos documentos falsos com nomes diferentes. A partir da análise do material apreendido na primeira fase da operação, os investigadores identificaram a ligação entre o suspeito e o servidor da Politec.

A delegada responsável pelo caso destacou que a operação busca combater a infiltração do crime organizado em órgãos públicos e garantir a segurança dos sistemas de identificação do Estado.

O nome “Hidra” faz referência à criatura mitológica de várias cabeças, simbolizando as múltiplas identidades utilizadas pelos investigados.

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