POLÍCIA

“Diaba Loira” disse dias antes de ser executada brutalmente não ter medo da morte

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Rio de Janeiro (RJ), 15 de agosto de 2025 – Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos e conhecida como “Diaba Loira”, foi assassinada de maneira chocante na madrugada desta sexta-feira (15). Seu corpo foi encontrado na Rua Cametá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, enrolado em um lençol e decapitado — um indício da violência brutal que marcou o crime Trajetória e facções

Eweline era ex-integrante do Comando Vermelho (CV), mas, em meados de julho, migrou para a facção rival Terceiro Comando Puro (TCP) — mudança que fez dela alvo de retaliação  A violência contra ela era prevista: em vídeo divulgado em 11 de junho, membros do CV exibiram corpos de rivais do TCP e afirmaram que “a próxima seria a Diaba Loira” O crime e suas repercussões

A execução, cruel e premeditada, gerou forte reação dentro do TCP. A alta cúpula da facção está furiosa com a morte de uma das suas principais figuras, especialmente por seu perfil provocativo, frequentemente exibindo fuzis nas redes sociais. Analistas de segurança alertam que isso pode impulsionar uma escalada da guerra entre facções.

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Histórico marcante

  • Nascida em Tubarão (SC), Eweline sobreviveu, em 2022, a uma tentativa de feminicídio que lhe perfurou o pulmão. Depois de se recuperar, foi acolhida pelo tráfico e passou a atuar no Rio de Janeiro, especialmente na comunidade de Gardênia Azul.

  • Ao longo dos anos, esteve envolvida em confrontos com policiais e chegou a ser presa em 2023 por porte de sete quilos de cocaína; em junho de 2025, foi flagrada atirando contra agentes durante operação

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