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Dupla acusada de matar policial penal em Mato Grosso é solta por decisão da Justiça

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O juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, determinou a soltura de dois acusados de envolvimento no assassinato do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos. A decisão também manteve a prisão preventiva de outros quatro réus.

Seguem presos Jefferson da Silva Campos, Mickael Luan Rodrigues Figueiredo Leite, Valdeir Rodrigues Bandeira Junior e Welington Miguel Souza Facco. Já Lukas Alves Lima e Wanderson Costa Lazarini tiveram a prisão revogada e responderão ao processo em liberdade, com medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias, comparecimento à Justiça e proibição de mudar de endereço sem autorização.

Na decisão assinada na última terça-feira (24), o magistrado rejeitou todos os pedidos das defesas que buscavam anular a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Segundo ele, há indícios de autoria e provas da materialidade suficientes para o andamento da ação penal.

“Restou demonstrada a existência de indícios de autoria e prova da materialidade das infrações penais atribuídas aos acusados, viabilizando o exercício do contraditório e da ampla defesa”, destacou.

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O juiz também afastou, neste momento, questionamentos sobre possíveis falhas nas investigações, como reconhecimento fotográfico e divergências em dados de monitoramento eletrônico. Conforme a decisão, esses pontos devem ser analisados durante a fase de instrução do processo.

Por outro lado, o magistrado entendeu que, no caso de Lukas e Wanderson, os elementos reunidos até agora são frágeis. Relatórios indicam que nenhum dos dois estava nas proximidades do crime no momento dos fatos, o que enfraqueceu os argumentos para manter a prisão preventiva. Ainda assim, ambos seguem como réus na ação.

A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 16 de abril de 2026, quando testemunhas e acusados serão ouvidos.

Crime

O policial penal José Arlindo da Cunha foi assassinado em novembro de 2025, após sair de uma festa no bairro São Mateus, em Várzea Grande.

De acordo com as investigações, a vítima teria se envolvido em um desentendimento e passou a ser perseguida por suspeitos em veículos. Já no bairro Jardim Itororó, foi alcançada, agredida, teve a arma roubada e, em seguida, executada a tiros.

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Pouco depois, um homem identificado como Rivaldo Caetano da Silva, de 36 anos, deu entrada baleado no Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não resistiu. A suspeita é de que ele tenha participado do ataque ao policial penal.

Segundo relato de uma testemunha, ambos o policial e Rivaldo  foram encontrados feridos no mesmo local, reforçando a linha de investigação sobre a dinâmica do crime.

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