POLÍCIA

Ex-patrão encontra funcionário que colocou empresa no “pau” e diz: “se você ganhar, você pode ter uma perna quebrada ou sofrer um acidente”

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Um homem procurou a polícia após relatar ter sido vítima de ameaças e agressões durante um encontro inesperado com o ex-patrão, proprietário de uma loja de veículos, em uma empresa de vistoria veicular. O caso teria sido motivado por um processo trabalhista movido pela vítima contra o suspeito.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima estava dentro do carro, com o vidro abaixado, quando o empresário se aproximou e começou a exigir que a ação judicial fosse cancelada. Durante a conversa, o suspeito teria feito ameaças e afirmado que faria calúnias envolvendo o atual emprego da vítima.

Ainda conforme o relato, ao perceber que estava sendo gravado pelo celular da vítima, o homem teria invadido parcialmente o veículo pela janela na tentativa de tomar o aparelho. Neste momento, ele segurou os braços da vítima contra a barriga e apertou os pulsos, causando marcas vermelhas no peito e nos braços.

A vítima conseguiu impedir que o celular fosse levado e tentou fechar o vidro do carro para se proteger. O suspeito então recuou e afirmou que resolveria a situação “na Justiça”, alegando que tentava negociar para que a vítima desistisse do processo trabalhista.

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O empresário ainda teria ameaçado a vítima ao dizer que qualquer valor recebido na ação seria “dinheiro sujo” e que, antes disso, ela poderia “ter uma perna quebrada ou sofrer um acidente”.

Assustada, a vítima deixou o local imediatamente e entrou em contato com o advogado. Apesar de não ter conseguido salvar a gravação da conversa, informou à polícia que câmeras de monitoramento instaladas na rotatória próxima ao estabelecimento podem ter registrado o momento em que o suspeito entrou pela janela do veículo.

Ainda segundo a denúncia, o suspeito já teria chegado ao local de maneira agressiva, estacionando o carro e abordando a vítima enquanto ela deixava a empresa, insistindo para que parasse o veículo para conversar.

O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

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