VERGONHA!

Falta de efetivo no Corpo de Bombeiros preocupa Lucas do Rio Verde, mesmo com vice-governador da cidade

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Lucas do Rio Verde, município localizado a cerca de 282 quilômetros de Cuiabá, vive um cenário preocupante quando o assunto é a atuação do Corpo de Bombeiros. Com uma população estimada em 100 mil habitantes e crescimento acelerado, a cidade conta com apenas quatro bombeiros por dia para atender não só o município, mas também Itanhangá e Tapurah, que fazem parte da área de responsabilidade da 13ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros.

 

A unidade local possui um efetivo de cerca de 27 profissionais, mas a distribuição diária revela o déficit alarmante. Dos quatro que atuam diariamente, um bombeiro permanece na 2ª Base no bairro Rio Verde, junto a dois profissionais da saúde cedidos pela Prefeitura. Outro bombeiro opera na central telefônica de emergência da corporação. Já os dois demais atuam em uma segunda viatura, localizada na base principal, também com apoio de um profissional da saúde do município.

 

A situação é tão crítica que, em caso de ocorrência de maior gravidade, um bombeiro da viatura de resgate precisa abandonar sua função de socorro para conduzir o caminhão-tanque, comprometendo a resposta simultânea a outras emergências.

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Recentemente, um incêndio no bairro Primavera escancarou essa deficiência. A 2ª Base não dispunha de caminhão-tanque, e a ausência de estrutura gerou forte cobrança da comunidade. A justificativa da corporação é direta: não há efetivo suficiente para operar todas as viaturas disponíveis.

 

O que chama ainda mais atenção é o fato de que o atual vice-governador de Mato Grosso é natural de Lucas do Rio Verde, o que, em tese, poderia favorecer a busca por melhorias no setor. No entanto, mesmo com essa representatividade política, a cidade segue enfrentando o abandono no que diz respeito ao reforço no efetivo do Corpo de Bombeiros.

Ainda que novos profissionais tenham sido enviados recentemente ao município, outros também foram realocados ou transferidos, deixando a situação praticamente inalterada. O saldo final, como diz o ditado popular, ficou “elas por elas”.

 

E fica o alerta: caso ocorram dois acidentes simultaneamente, ou um incêndio enquanto uma viatura está empenhada em outro atendimento, o sistema não terá como responder de forma eficiente. A cidade cresce, as demandas aumentam, mas o número de bombeiros permanece o mesmo.

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Será que o Governo de Mato Grosso está virando as costas para Lucas do Rio Verde?

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