POLÍCIA

Família de jovem que matou amiga se muda de mansão em condomínio de luxo

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A família da adolescente que atirou acidentalmente e matou Isabele Guimarães, de 14 anos, no dia 12 deste mês, deixou o condomínio de luxo onde ocorreu o caso, em Cuiabá. O advogado Rodrigo Pouso informou que a família ficará na casa de amigos temporariamente.

Rodrigou disse ao G1 que, devido ao trauma, a adolescente, que tem a mesma idade de Isabele, passa por acompanhamento psicológico.

                                                           

“Houve uma fatalidade. Como a amiga da menina acabou falecendo dentro do banheiro, os filhos não conseguem voltar para casa. Estão sob orientação de psicólogo e psiquiatra para esperar um pouco esse retorno”, explicou.

O advogado negou que o pai da menina esteja se escondendo para não ser intimado a prestar depoimento. “Ninguém está se ausentando. Já vamos nos dar por intimados nos autos. Ele está na casa de amigos aguardando um pouco, porque foi traumático”, afirmou.

Depoimentos

Na segunda-feira (20), a polícia ouviu o namorado da adolescente que atirou, de 16 anos. A arma que matou Isabele pertence ao pai dele. O menino teria levado o objeto para a família da namorada a pedido do pai.

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Em nota enviada à imprensa, o advogado do adolescente e do pai dele informou que ambos se colocaram à disposição das autoridades policiais e disponibilizaram, espontaneamente, imagens das câmeras de segurança da residência, prédio, além das senhas de celulares da família, bem como esclareceram todas as indagações formuladas pelas autoridades policiais.

A mãe da vítima, Patrícia Ramos, prestou depoimento nessa terça-feira (21). Ela afirmou que estava em casa quando foi chamada pela mãe da menina. Segundo Patrícia, ao chegar na casa vizinha, encontrou a filha no banheiro, já sem vida.

Vizinhos da família no condomínio também foram ouvidos nessa quarta-feira (22). Por também serem menores de idade, os depoimentos são sigilosos.

Na tarde desta quinta-feira (23), a mãe da menina está sendo ouvida na delegacia.

Prisão do pai

O pai da adolescente que atirou tinha sete armas em casa. Ele também foi ouvido pela polícia um dia após o caso e chegou a ser preso por não ter documento de duas armas, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 1 mil.

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rondon Bassil Dower Filho, derrubou, nesse domingo (19), a decisão que determinou fiança de R$ 209 mil para o pai da adolescente.

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Entenda o caso

A situação ocorreu por volta de 22h30 de domingo em um condomínio de luxo localizado no Bairro Jardim Itália.

O advogado da família da adolescente que efetuou o disparo, Rodrigo Pouso, explicou que o pai da suspeita do tiro acidental estava na parte inferior e pediu para que a filha guardasse a arma no andar superior, onde estava Isabele.

A adolescente pegou o case – uma maleta onde estavam duas armas – e subiu obedecendo ao pai. Apesar de estar guardada, a arma estava carregada.

Segundo o advogado, uma das armas caiu no chão e a adolescente tentou pegar, mas se desequilibrou e o objeto acabou disparando.

A menina negou que brincava com a arma ou que tentou mostrar o objeto para a amiga.

Praticante de tiro

As duas famílias, a da adolescente que disparou, e a do namorado dela praticam tiro esportivo.

A Federação de Tiro de Mato Grosso (FTMT) disse que a adolescente que matou a amiga é praticante de tiro esportivo há pelo menos três anos.

Segundo a federação, o pai e a menina participavam das aulas e de campeonatos há três anos. Os nomes deles constam nos grupos, chamados 'squads', que participavam das competições da FTMT.

Outros membros da família também participavam desses grupos e praticam o esporte. O advogado da família contestou a informação e afirmou que a adolescente praticava o esporte há apenas três meses.

Fonte: FOLHA MAX

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