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Feminicídio em Cuiabá: suspeito tentou vender caminhonete da esposa morta para manter mentira; VEJA

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A empresária do ramo imobiliário Nilza Moura de Sousa Antunes foi assassinada pelo próprio marido, Jackson Pinto da Silva, em Cuiabá. Após o crime, o suspeito teria tentado criar uma falsa história de sequestro e chegou a pedir a caminhonete da vítima para pagar um suposto resgate, segundo familiares.

Jackson foi preso nesta terça-feira (5) após confessar o feminicídio. O corpo de Nilza foi encontrado enterrado no quintal de uma das propriedades dela, no bairro Parque Cuiabá.

De acordo com familiares, o suspeito tentou convencer parentes de que a mulher havia sido sequestrada. Ele chegou a procurar familiares pedindo a chave da caminhonete, celulares e notebook da vítima, alegando que os objetos seriam usados para negociar o suposto resgate.

“Ele queria vender a caminhonete para pagar esse resgate, mas ninguém acreditou porque as histórias dele eram muito inconsistentes”, relatou um familiar.

Segundo as investigações, Jackson registrou dois boletins de ocorrência falsos: um pelo desaparecimento da esposa e outro relatando uma suposta extorsão.

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No entanto, familiares começaram a desconfiar da versão apresentada após analisarem imagens de câmeras de segurança próximas à residência do casal. Os vídeos não mostravam Nilza saindo de casa no horário informado pelo suspeito.

Questionado sobre a inconsistência, Jackson mudou diversas vezes a versão dos fatos, aumentando ainda mais as suspeitas da família.

Conforme apurado pelas investigações, o suspeito teria contratado uma empresa de limpeza de fossa para cavar um buraco de aproximadamente dois metros de profundidade no quintal do imóvel onde o corpo foi enterrado.

Durante novo depoimento na delegacia, policiais perceberam contradições nas falas do suspeito e intensificaram os questionamentos. Pressionado, Jackson acabou confessando o crime.

Ele foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde permanece à disposição da Justiça.

O caso é investigado como feminicídio.

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