NOVA MUTUM

Golpista se passa por juiz, oferece salário de R$ 10 mil e engana mulher com falso emprego

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Suspeito demonstrava conhecer autoridades locais, enviou comprovante falso de transferência e convenceu a vítima a devolver R$ 900 via Pix.

Uma mulher de 49 anos procurou a Polícia Civil após cair em um golpe aplicado por um homem que se apresentou como futuro juiz da comarca de Nova Mutum.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito entrou em contato por telefone e afirmou que se mudaria para a cidade para assumir o cargo de magistrado. Durante as conversas, disse que também pretendia realizar investimentos imobiliários na região.

O homem passou a manter contato frequente com a vítima e com o marido dela, que possui conhecimento no ramo imobiliário. Para dar credibilidade à história, citava nomes de integrantes do sistema de Justiça local e demonstrava conhecer detalhes da cidade.

Em seguida, ofereceu à mulher um trabalho temporário como motorista, alegando que o condutor responsável por atendê-lo estaria afastado por cerca de 90 dias devido a uma cirurgia na coluna.

A proposta previa uma remuneração aproximada de R$ 10 mil por mês, incluindo a utilização de veículo próprio.

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Acreditando que a oferta era verdadeira, a vítima enviou dados bancários, fotografias da Carteira Nacional de Habilitação, documentos dos veículos, placas e o endereço da residência, supostamente para a elaboração de um contrato.

O falso magistrado informou que havia feito uma transferência de R$ 5,1 mil, sendo R$ 5 mil pelo serviço e pela locação do veículo e R$ 100 para a compra de água, sucos, gelo e máscaras que seriam utilizados no fórum. Para reforçar a fraude, ele encaminhou um comprovante de TED.

Pouco depois, o suspeito alegou que havia depositado R$ 1,5 mil a mais por engano e pediu que a mulher devolvesse o valor. Como o dinheiro ainda não havia aparecido na conta, ela afirmou que possuía apenas R$ 900 e realizou a transferência via Pix.

A vítima ainda comprou os produtos solicitados e foi até o fórum para iniciar o trabalho. Ao chegar ao local, procurou pelo suposto juiz, mas foi informada por servidores de que não havia nenhum magistrado com o nome apresentado pelo golpista.

Somente então ela percebeu que havia sido vítima de estelionato.

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Conforme o registro policial, o mesmo homem também teria entrado em contato com outras pessoas da cidade usando o mesmo método. A vítima contestou a transferência junto à instituição financeira por meio do Mecanismo Especial de Devolução do Pix.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

 

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