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Homem que usou fotos de crianças com câncer ganha liberdade

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Homem preso por suspeita de arrecadar dinheiro de forma irregular teve a prisão relaxada na audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade.

A Justiça concedeu liberdade provisória a Adriano Miguel Silva, investigado por suspeita de utilizar imagens de crianças em tratamento contra o câncer para solicitar doações via Pix em campanhas divulgadas na internet. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, após a prisão em flagrante realizada no último dia 3 de julho, em Cuiabá.

 

Segundo a Polícia Civil, Adriano continuava se apresentando como integrante da Companhia da Alegria mesmo após seu desligamento da entidade. As investigações apontam que ele utilizava fotografias de crianças para sensibilizar doadores e arrecadar recursos financeiros de forma supostamente irregular. Ainda conforme a polícia, ele já havia sido orientado a interromper as campanhas, mas teria mantido os pedidos de doações, o que motivou a prisão.

 

Em nota, a Companhia da Alegria informou que todas as imagens utilizadas em suas ações foram publicadas com autorização dos pais ou responsáveis. A entidade também afirmou que a chave Pix divulgada nas campanhas era provisória e que essa informação havia sido comunicada publicamente durante o processo de formalização da associação.

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A associação declarou ainda que Adriano é um dos fundadores do projeto e possui Transtorno do Espectro Autista (TEA), necessitando de suporte. Segundo a nota, ele compareceu voluntariamente à delegacia para prestar esclarecimentos e, naquele momento, estava sem a medicação e enfrentava uma crise.

 

A entidade também alegou que Adriano sofreu agressões durante o período em que permaneceu na delegacia e informou que os fatos estão sendo apurados. De acordo com a nota, a Justiça determinou a solicitação das imagens do local para auxiliar no esclarecimento do ocorrido.

 

Com a decisão da audiência de custódia, a prisão em flagrante foi relaxada e Adriano responderá ao processo em liberdade. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura a existência de possíveis vítimas e a eventual prática de crimes relacionados às campanhas de arrecadação de doações.

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