Tragédia familiar

Indiana e Gleici eram parentes e foram vítimas de feminicídio aos 42 anos

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Duas mulheres da mesma família, ambas com 42 anos, tornaram-se símbolos de uma dolorosa estatística em Lucas do Rio Verde (MT): o feminicídio. Indiana Geraldo Tardett e Gleici Keli Geraldo de Souza, ligadas por laços de parentesco e pelo sobrenome que carregavam, tiveram suas vidas interrompidas de forma trágica, em crimes separados por quatro anos, mas unidos pela brutalidade e pelo impacto causado na cidade.

Indiana foi assassinada em maio de 2021, dentro da própria casa, com um golpe na cabeça e cortes profundos no pescoço e nos pulsos. As investigações da Polícia Civil apontaram que o crime foi planejado pelo então companheiro, Cláudio Valadares dos Santos, com a ajuda de outras duas pessoas: Márcio Andrade dos Santos, conhecido como “Pai Baiano”, e Jucilene Batista Rodrigues. Em júri realizado em junho de 2025, Cláudio foi condenado a 24 anos de prisão por feminicídio qualificado. Márcio recebeu 18 anos e 8 meses de pena, enquanto Jucilene foi sentenciada a 21 anos. O caso chocou a população pela frieza dos envolvidos, que tentaram simular um suicídio para encobrir o assassinato.

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Já Gleici Keli foi morta a facadas na manhã do dia 24 de junho de 2025, também dentro da própria residência, enquanto dormia. O autor do crime foi o marido, o engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, de 36 anos. Após matar a esposa, ele esfaqueou a filha do casal, de apenas 7 anos, que segue internada em estado grave. Daniel também tentou tirar a própria vida, mas foi socorrido e está sob custódia policial. O crime teve grande repercussão local e levantou novamente o debate sobre violência doméstica.

Os dois casos escancaram a urgência de políticas efetivas de proteção às mulheres e reforçam o quanto o feminicídio ainda é uma realidade cruel, mesmo entre famílias unidas por vínculos e histórias. Enquanto Indiana teve seu caso concluído com condenações, a morte de Gleici inicia um novo caminho na Justiça. Em comum, as duas deixaram marcas profundas na cidade e o alerta de que o silêncio pode ser fatal — e que a luta contra a violência doméstica precisa ser constante, firme e coletiva.

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