CHACINA DA SINUCA
Juiz nega convívio social na PCE para autor de massacre que matou 7 em MT
Condenado a 136 anos, Edgar Ricardo seguirá isolado por risco de morte
O juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto negou o pedido de transferência de Edgar Ricardo de Oliveira — condenado a 136 anos de prisão pela chacina da sinuca, ocorrida em 2023, em Sinop — do regime segregado para o convívio comum na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A decisão foi proferida em 11 de novembro e levou em conta o “risco concreto” à integridade física do preso caso ele seja colocado junto aos demais detentos.
A defesa alegava que Edgar está há mais de dois anos no Raio 8, setor de maior isolamento, sem acesso regular a banho de sol, visitas e atividades laborais, o que estaria gerando “prejuízos psicológicos e sociais”. O próprio apenado afirmou em audiência que “não há qualquer ameaça interna” e que teria conversado com lideranças do presídio.
Mesmo assim, a Superintendência de Administração Penitenciária alertou que o crime teve forte repercussão nacional, grande comoção social e incluiu entre as vítimas uma criança de 12 anos, fatores que o colocariam em risco dentro da unidade. Relatórios da inteligência penitenciária também apontaram possibilidade de represálias internas.
Ao negar o pedido, o magistrado destacou que a segregação não decorre de punição disciplinar, mas de medida administrativa baseada em parecer técnico:
“A segregação do recuperando (…) decorre de decisão administrativa respaldada em parecer técnico (…) que apontou risco concreto à sua integridade física e à ordem interna da unidade.”
O Ministério Público também se posicionou contra a transferência, reforçando a necessidade de preservar a integridade do preso.
Apesar da negativa, o juiz determinou que a administração penitenciária realize acompanhamento contínuo das condições de custódia, garantindo o respeito aos direitos fundamentais. Edgar ainda recebeu 15 dias de remição de pena, por ter concluído 180 horas/aula de estudos em 2023.
Segundo a denúncia do Ministério Público, a chacina ocorreu em 21 de fevereiro de 2023, após Edgar perder cerca de R$ 4 mil em partidas de sinuca contra Getúlio Rodrigues Frazão Júnior.
Insatisfeito com a derrota, ele retornou ao bar mais tarde com o comparsa Ezequias Ribeiro. Após perder novamente, Edgar teria jogado o taco sobre a mesa e dado o sinal para que Ezequias rendesse as vítimas com uma arma de fogo. Em seguida, Edgar foi até sua caminhonete, pegou uma espingarda e começou a atirar.
As vítimas da chacina foram:
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Maciel Bruno de Andrade Costa
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Orisberto Pereira Sousa
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Elizeu Santos da Silva
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Getúlio Rodrigues Frazão Júnior
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Josue Ramos Tenorio
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Adriano Balbinote
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Larissa de Almeida Frazão, 12 anos
A brutalidade e a frieza da ação provocaram enorme repercussão nacional.
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