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Justiça aponta possível “poder paralelo” e mantém ação contra grupo do crime organizado em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso decidiu manter o andamento de uma ação penal que investiga a atuação de um grupo ligado ao crime organizado, suspeito de exercer controle territorial e praticar extorsões na capital Cuiabá.

Ao todo, 15 pessoas são investigadas, incluindo um homem apontado como líder da organização criminosa na região. Segundo a decisão judicial, há indícios de que o grupo atuava de forma estruturada, com envolvimento em lavagem de dinheiro, associação ao tráfico, jogos ilegais e cobrança de valores de comerciantes.

De acordo com o processo, as investigações tiveram início após um episódio ocorrido em dezembro de 2023, no bairro Jardim Liberdade, quando o suspeito teria interrompido uma reunião comunitária e afirmado que o encontro não poderia acontecer sem sua autorização.

Para o magistrado, a situação indicou mais do que um simples desentendimento, levantando suspeitas de atuação de um “poder paralelo” na região.

A partir desse fato, foi desencadeada uma operação que também apurou um esquema de extorsão contra lojistas em Várzea Grande, onde comerciantes chegariam a pagar altos valores para evitar ameaças e possíveis ataques.

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Na decisão, o juiz rejeitou pedidos das defesas que tentavam anular provas e barrar o processo, entendendo que há indícios suficientes de autoria e materialidade para dar continuidade à ação.

Outro ponto destacado foi a incompatibilidade entre a renda declarada de um dos investigados e o patrimônio atribuído a ele, incluindo veículos e imóvel em construção.

Sem identificar motivos para absolvição imediata, a Justiça determinou o prosseguimento do caso. A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 7 de maio de 2026, em formato virtual.

O caso segue em investigação.

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