POLÍCIA

Justiça decreta prisão preventiva do rapper Oruam após agressão a policiais durante operação no RJ

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A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, de 24 anos, após uma série de acusações graves que incluem tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano ao patrimônio público, ameaça e lesão corporal contra policiais civis. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 22 de julho, com base nos artigos 311 a 313 do Código de Processo Penal, e visa garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal.

A prisão foi motivada por um episódio ocorrido na noite anterior, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a casa do artista, localizada no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com o tráfico e roubos de veículos, apontado como segurança de uma das lideranças do Comando Vermelho. Durante a abordagem, o adolescente teria saído da casa de Oruam e, ao ser abordado, foi defendido pelo cantor e um grupo de aproximadamente oito pessoas.

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Segundo o boletim de ocorrência, o grupo teria arremessado pedras na viatura descaracterizada da Polícia Civil e agredido verbalmente os agentes. Um dos policiais ficou ferido e teve escoriações. O adolescente conseguiu fugir do local. Um outro homem foi detido por desacato, mas Oruam também será responsabilizado criminalmente pelas agressões e resistência à ação policial. Imagens gravadas pelo próprio cantor foram divulgadas nas redes sociais, nas quais ele aparece confrontando os policiais, afirmando que não tinha mandado de prisão e acusando os agentes de abuso de autoridade.

A juíza responsável pela decisão, Ane Cristine Scheele Santos, considerou os elementos apresentados pela Polícia Civil suficientes para justificar a prisão preventiva, destacando o risco que a liberdade do acusado representa para a sociedade. O processo tramita sob o número 0073732‑35.2025.8.19.0001 no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e será reavaliado a cada 90 dias, como determina a legislação vigente.

Oruam já havia se envolvido em outras ocorrências policiais nos últimos meses. Em fevereiro deste ano, foi preso por direção perigosa ao realizar manobras ilegais com um veículo. Na mesma semana, foi novamente detido por abrigar em sua residência um foragido da Justiça portando arma de fogo. Em ambos os casos, o rapper foi liberado após pagamento de fiança e assinatura de termo circunstanciado.

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Filho de Marcinho VP, um dos líderes históricos do Comando Vermelho, Oruam tem se destacado na cena do rap nacional, com milhões de visualizações nas plataformas digitais e músicas que retratam a realidade das comunidades cariocas. No entanto, a ligação com o crime organizado, agora reforçada pela acusação formal de associação ao tráfico, levanta debates sobre os limites entre arte, realidade e responsabilidade criminal.

A defesa do rapper ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão judicial. Enquanto isso, ele segue detido, e o caso segue gerando repercussão nacional, dividindo opiniões entre fãs, autoridades e especialistas em segurança pública.

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